quarta-feira, 14 de agosto de 2013

C U R I O S I D A D E S

Quando aluno da UEG, Universidade do Estado da Guanabara, Rua do Catete, Rio, a assistente do titular de Direito Comercial, a propósito de que não me lembro, contou-nos que tudo que ocorre de extraordinário no mundo, como compra de terras na lua (ou agora em marte), pode-se ter a certeza, tem norte-americano ou mineiro como protagonista! Exemplo recente, creio, vem do Estado do Tennesse, USA. Uma juíza impediu que um bebê de 7 meses fosse registrado com o nome de MESSIAS, sob a alegação de que na terra há apenas uma pessoa que tem direito ao nome de MESSIAS, a saber, JESUS CRISTO. Como no batismo o bebê recebera o nome de MESSIAH DESHAWN MARTIN, a juíza BALLEW definiu que seu nome civil seria MARTIN DESHAWN e MC-CULLOUGH. A medida, segundo a jurídica, visava a evitar que no futuro o nome MESSIAH pudesse ofender alguém "num condado com tantos cristãos"! A mãe do garoto justificando o nome dado confessou que foi escolhido, não por motivo religioso, mas por causa de sua SONORIDADE. MESSIAS no hebraico significa "ungido", sendo o termo o título dos reis israelitas, que evitavam o título cananeu MELEC , título de soberanos; como título de deuses pagãos MELEC transformou-se no grego em MOLOC. MESSIAS no grego também significa "ungido". No tempo de Jesus Cristo MESSIAS era o nome por que era conhecido porque a Ele se ligavam as profecias de salvação escatológicas. Jesus, aliás, reconheceria sua MESSIANIDADE (Mc.14,62), quando, perguntando-lhe o Sumo Sacerdote se era o MESSIAS, Jesus respondeu: "Eu sou e vereis o Filho do Homem sentado à direita do "PODEROSO" e vindo com as nuvens do céu". MESSIAS substituía o qualificativo de "JAHWEH" que os judeus evitavam pronunciar. O mesmo se dá com o "PODEROSO", no v.62, ibidem. Como se vê, Jesus não gostava de ser chamado de MESSIAS ou de PODEROSO.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

DIA DOS PAIS

EU SEI QUE FOI ONTEM! Mas só agora dei conta de que, não o tendo celebrado da forma como o explora o comércio, o que é triste, pouca atenção reservei ao meu pai no DIA a ELE, que cedo Deus levou, especialmente consagrado. Deve ser pequeno o número dos filhos órfãos, sobretudo quando marmanjos, que, a não ser por alguma circunstância casual, distinguem o dia com especial homenagem. E foi o meu caso. Afora uma saudação virtual, envolta em recordação de um passado marcante, ou em forma de uma prece, aos ambientes etéreos, celestes, lançada ao PAI de nós todos na palma da mão, quantos serão aqueles que, no Campo Santo que lhe guarda os despojos preciosos até a sua ressurreição final, ao clamor das trombetas angélicas, refizeram o trajeto amargurado de uma definitiva separação de lacrimoso adeus! À leitura, porém, de um colunista da Folha de São Paulo, encerrando OPORTUNAS considerações à vista de nuvens sombrias à espera de nossos filhos e netos, aqui vai o que escreveu e me tocou: "PAI É PARA SEMPRE! Mesmo quando não está mais entre nós. Por isso, dedico a coluna desta segunda-feira especialmente àqueles que, como eu, ainda não SE ACOSTUMARAM com a CADEIRA VAZIA NO ALMOÇO de DOMINGO!". Foram estas palavras que me levaram a dedicar este "lendmain" do DIA DOS PAIS, esta segunda-feira de amena temperatura de inverno carioca, ao som solitário de refrescantes vozes de centenas de adolescentes em recreio no vizinho Colégio Santo Inácio, bem no centro do Rio de Janeiro, àquele pai que ao lado de minha mãe não cessa de interceder por mim.

domingo, 11 de agosto de 2013

50 ANNOS sem JOÃO XXIII - 30 ANOS sem TRISTÃO

NO ANO EM CURSO dois sentidos desenlaces afloram espontaneammente em nosso espírito. O papa JOÃO XXIII faleceu dia 03/06/1963 e TRISTÃO DE THAYDE no dia 14/08/1983. Em sua obra "JOÃO XXIII" Tristão, magoado, citou a frase do Cardeal Siri, de Gênova, um dos papáveis do conclave que escolhera JOÃO XXIII: "Serão precisos 40 anos para a Igreja recuperar o que perdeu em 4", numa clara e infeliz referência ao período de pontificado do papa pranteado. E não contendo seu íntimo mal estar continuava: "Quando ouço uma frase dessas compreendo que esforço infinito é preciso para não odiar o próximo. E dizer que são homens dessa qualidade que vão escolher, por eleicão, o sucessor de JOÃO XXIII. Por essas e outras é que não consigo aquietar meu coração, por mais que me convença de que quem vota não são os A ou os B, mas o próprio Espírito Santo. Por mais que procure calar a voz das minhas cavernas, não consigo tirar o pensamento do que FORAM ESSES 4 ANOS E MEIO que fizeram progredir a Igreja de 400 ANOS! QUANDO PENSO NESSES 4 ANOS, começo a considerá-los como algo de irreal, de 'trop beau pour être vrai'! Será que vou precisar recorrer a todas as minhas reservas de fé para não cair na blasfêmia, não contra o Espírito Santo, mas contra ESSES VELHINHOS que o próprio JOÃO XXIII olhava com vontade de "rejuvenescê-los" como rejuvenesceu a face do Cristo?" Se vivo fosse o CardeaL SIRI RECONHECER-SE-IA por um lado autêntico profeta e por outro um péssimo analista da vida e do pontificado do Papa JOÃO XXIII? AUTÊNTICO PROFETA, SIM, pois aí está o papa FRANCISCUS, mais ou menos 40 anos decorridos desde a morte de JOÃO XXIII, ao que tudo indicando correr na mesma raia que JOÃO XXIII, num esforço sincero, pastoral, de implementar os sonhos do Papa JOÃO XXIII com a abertura do Concílio Vaticano II. Um péssimo crítico do pontificado de JOÃO XXIII, segundo o que na mesma obra citada escreve TRISTÃO DE ATHAYDE: "De tal maneira me identifiquei com JOÃO XXIII e vi nele o caminho do rejuvenescimento da face do Cristo em nosso século que não consigo ficar à margem. O que vi nesse papa foi o próprio Cristo. Admirei Pio XI e Pio XII. Mas amei JOÃO XXIII. E O AMEI porque a JESUS não se admira. Ama-se. Ou não se ama. Mas é no fundo de nós mesmos que entramos em relação com Ele. E JOÃO XXIII. Quando MURILO MENDES (converteu-se ao catolicismo em 1934) veio ao Rio, há 2 anos, eu me preparava para dar um curso sobre a encíclica "Mater et Magistra"no Centro Dom Vital onde ele fez uma conferêencia em que atacou rudemente a Cúria Romana e até escandalizou. Nada me disse sobre a encíclica e sobre o Papa. Mas ASSISTIU à CONFERÊNCIA. ESTEVE EM ROMA. JÁ NO CONCÍLIO ESTAVA OUTRO. MAS PARECE QUE A "PACEM IN TERRIS" É que o deslumbrou e lhe abriu os olhos. O Papa era realmente um assombro".

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

85 ANOS SEM O JACKSON - 30 SEM O TRISTÃO

"85 ANOS SEM O JACKSON" (1928) - seria este o cabeçalho do artigo de Alceu Amoroso Lima na revista "A ORDEM" do Centro Dom Vital, Rio, recordando, em novembro próximo, como fazia todo ano, num gesto de profunda amizade e gratidão o desaparecimento, no dia 04/11/1928, de JACKON DE FIGUEIREDO na Barra da Tijuca, 85 ANOS DECORRIDOS! Numa profética premonição, na penúltima carta a Tristão de Athayde, 02/11/1928, JACKSON DE FIGUEIREDO escreveria: "...creio profundamente em Jesus Cristo e na Igreja...creio nos fundamentos da terra, creio que a Cruz está bem firmada sobre ela. Basta-me isto! Sinto como que uma alegria específica, uma alegria da humanidade toda. O meu pequenino cachorrismo individual não me impressiona. Vivo aqui, gano ali, coço-me acolá, MAS TUDO ISTO É PASSAGEIRO! vou para a frente atirado no dorso da grande ONDA da vida - PARA ONDE DEUS QUISER! "NO DIA 04/11/1928 isto se realizaria, quando Jackson foi arrastado sobre o dorso de uma ONDA na Praia do Joá, dois meses e pouco depois da conversão de Tristão(1928), 85 anos decorridos! E...30 ANOS (1983/14/08)) SEM O TRISTÃO! JACKSON FOI O INSTRUMENTO DE DEUS para a conversão de TRISTÃO. TANTO ISTO É VERDADE que Tristão, já no redil da Igreja, confessou a Jackson em carta de 18/09/1928 que Augusto Frederico Schmidt (1906-1965) o descrevera como um "amigo perigoso, pois convencia a gente, até nas ideias que pareciam mais afastadas das dele, como em literatura! E é fato. Eu tenho por vezes receio - confesso a você, Jackson, que retardei minha volta à Igreja por temor de que fosse mais por você do que pela própria fé. Coisa curiosa como a fé está longe do coração dos homens de hoje, e no Brasil então é uma coisa absurda!...Sinto como só as ações convencem os homens. E como um príncipe Ghika (1873-1954) no seu apostolado entre apaches, fará mais pela Igreja que o Sacro Colégio em peso!" 30 ANOS DECORRIDOS SEM TRISTÃO ("Correspondência Harmonia dos Contrastes, tomo II, Alceu A.Lima e Jackson de Figueiredo).

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

UM ENTRE 31.125 DIAS DE VIDA

E ESTE DIA é hoje, 05/08/13. Num inverno carioca de atípica indecisão sobre qual vestimenta usar cada dia, ao calor de ontem, dispensando indumentária de frio, o dia amanheceu-nos sombrio, sem sol, nesta segunda-feira de ressaca. No elevador, dois andares a baixo, uma senhora de meia idade,ao entrar exclama sorridente e feliz contemplando-me e dizendo: "Que bom! o senhor aqui!" Dirigindo-lhe a atenção, surpreendido, sem ainda saber o que responder, ela continuou: "Fulana e eu voltamos há pouco de férias e ela falou-me que fora o senhor que falecera durante nossa ausência". E me vendo vivo, concluiu numa explosão de satisfação fraterna: "Que alegria! Felizmrnte o senhor está bem vivo!"Comecei bem o dia, respondi-lhe eufórico, sinal de que viverei muito ainda!" Regressando pouco depois da visita diária à netinha de 3 anos - lenitivo muito mais vivenciado por "vôs"e certamente por "vós", enclausurados numa indesejada viuvez, a televisão me coloca nos braços de mãe jovem e bonita a criança linda e robusta que, apenas liberta do ventre, é atirada no lixo com vida. A mãe ocultava a gravidez e fora obter remédio no hospital. Antes de ser atendida, de repente corre ao banheiro e dà à luz a filhinha! Fico a meditar sobre a atitude a ser escolhida. Ocultara a gravidez por que? Só ela por certo e talvez o pai conhecessem a causa ou causas! Encurralada psicologicamente, partira para o caminho mais viável no momento. E depressa arrependida voltara ao hospital, identificando-se. Não pude deixar de sentir o peso cristão do pensamento evangélico do poeta latino: "Nihil humani a me alienum puto", isto é, o sofrimento de todo ser humano tem que ser compartilhado por todos e cada um dos componentes da sociedade criada por Deus! Somos todos irmãos, filhos do mesmo pai, resgatados pelo Sangue de Cristo. Não hesitemos em indagar por quem dobram os sinos!

terça-feira, 30 de julho de 2013

UMA QUASE VOLTA ÀS ORIGENS DA IGREJA

Admitindo-se que a visita de FRANCISCUS ao BRASIL foi um sucesso sob vários aspectos, o jornalista de O GLOBO, 30/07/13, LUIZ PAULO HORTA aponta de que maneira esse evento poderá afetar a realidade de nosso Catolicismo no país. É mais do que sabido que o Catolicismo é a tal ponto tão antigo no Brasil que se confunde com a estrutura de sua sociedade. O que se comprova pelo fato de que, segundo o jornalista, "a vida católica, para 80, 90% de brasileiros que se declaravam católicos, era uma coleção de ritos: batismo, crisma, primeira comunhão, casamento, bodas disso, bodas daquilo, e, finalmente, os ritos mortuários, sobretudo a missa de sétimo dia em que a família dá à sociedade uma última satisfaçào". Daí a falsa convicção de que o Brasil é o maior país católico do mundo! Ser católico não consiste apenas nisso. É crer e professar a doutrina trazida à terra por JESUS CRISTO, CONTIDA NOS SANTOS EVANGELHOS E NA TRADIÇÃO, conforme ensina o catecismo da Doutrina Cristã. Assim sendo, a presença carismática de FRANCISCUS em nosso solo poderá afetar a realidade do catolicismo entre nós, se tiver conseguido despertar nos católicos o autêntico sentido de uma existência, de uma vivência segundo os ensinamentos cristãos. Exatamente por falta dessa conformidade existencial com os ensinamentos apregoados por Jesus Cristo e pela Igreja que ele fundou é que, segundo Luiz Paulo Horta, as correntes evangélicas, que por serem mais novas, mais informais e mais calorosas, oferecendo aos seus seguidores diferentes formas de vida comunitária, promovendo muitos encontros, organizando atividades têm encontrado fértil terreno para sua proliferação". Para o jornalista o que FRANCISCUS "propõe é quase uma volta às origens da IGREJA, a uma comunidade autêntica, reunida em torno de uma vida sacramental, através de um contato direto e constante entre as pessoas, revivendo-se o mistério de Cristo Jesus.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

LUMEN FIDEI

A Maria, Mãe da Igreja e Mãe da nossa Fé, nos dirigimos rezando-lhe:
Ajudai, ó Mãe, a nossa Fé!
Abri o nosso ouvido à Palavra, para reconhecermos a voz de Deus e a sua chamada.
Despertai em nós o desejo de seguir os seus passos, saindo da nossa terra e acolhendo a sua promessa.
Ajudai-nos a deixar-nos tocar pelo seu amor, para podermos tocá-lo com a Fé.
Ajudai-nos a confiar-nos plenamente a Ele, a crer no seu Amor, sobretudo nos momentos de tribulação e cruz, quando a nossa Fé é chamada a amadurecer.
Semeai, na nossa Fé, a Alegria do Ressuscitado.
Recordai-nos que quem crê nunca está sozinho.
Ensinai-nos a ver com os olhos de Jesus, para que Ele seja a luz no nosso caminho. E que esta luz da Fé cresça sempre em nós até chegar aquele dia sem ocaso que é o próprio Cristo, vosso Filho Nosso Senhor.
Roma, 29/06/13
Primeiro de Pontificado.
FRANCISCUS.