CONVÉM LER ANTES DE VOTAR
Em vésperas de eleições, a Câmara Municipal de São Paulo, século XVI, nos fornece a imagem viva da PARTICIPAÇÃO POPULAR na coisa pública. É então que se "vê , a quente, o nascer da consciência do povo nosso, do povo em carne e osso, em trabalho, com a sua ignorância, o seu bom senso grosseiro, as suas ambições de enriquecer, o seu sentimento inicial de arrogância e de independência, enfim uma consciência viva em formação". Outra fonte, a História da Fundação do Império Brasileiro, de Pereira da Silva nos fornece interessante material para vermos de perto a verdade real e concreta da consciência local do sentimento de responsabilidde que forma a base das "pequenas democracias"( a dos municípios) e de que não devemos fugir e antes até DEVEMOS ESTIMULAR, pois virá a ser a única base sólida possível de qualquer governo nosso". Segundo Antônio Sardinha (doutrinador político português, 1888-1925) a DEMOCRACIA é a forma política inevitável para a América de nossos dias. O povo brasileiro não parece difícil de ser governado. O que parece difícil é continuar a governar com essa cisão radical entre governantes e governados. Um partido político que saiba operar essa fusão, que aproxime esses dois elementos, poderá fazer um grande bem. A boa autoridade não é apenas a que manda, mas a que sabe mandar. O chefe é sobretudo o que o é, sem se fazer sentir. A POLÍTICA é a arte de curar e de defender a estrutura social. Há, portanto, na POLÍTICA um elemento básico de construção, de permanência, de cálculo seguro, de solidez de materiais, de subordinação de partes que TORNA O PRINCÍPIO de AUTORIDADE tão fundamental em POLÍTICA quanto o cálculo da RESISTÊNCIA dos materiais na arquitetura. Tal como se consegue uma solidez definitiva em arquitetura pela sábia e precisa distribuição de pesos e proporções, só se poderá conseguir a permanência do sentido social e a solidez da estrutura de organização de um povo, se o PRINCÍPIO de AUTORIDADE for justo. Só pela justiça se consegue fazer desse princípio, não uma simples fórmula de força, mas uma CONVICÇÃO mais ou menos aceita pela maioria da COMUNIDADE SOCIAL. O sentimento de difusão do princípio de autoridade só pode ser o princípio de JUSTIÇA. Deve-se considerar esse princípio de autoridade não em abstrato, como puro conceito, mas em ação, no meio e nos fatos e nos homens em que ele vai ter como função coordenar, hierarquizar, para permitir a eles durar e realizar a sua expressão própria. O princípio de autoridade tem que ser JUSTO, para que se consiga uma certa difusão, um certo assentimento, condição indispensável de toda vida social normal. Nesse caso, só nos resta como elemento de JUSTIÇA, o POUCO QUE TEMOS DE LEI, de lei CONSTITUCIONAL, de lei JURÍDICA prática (aplicação dos princípios legislativos e respeito a essa aplicação) e de LEI MORAL. Só assim entendido, o princípio de autoridade pode receber o prestígio necessário para difundir-se e penetrar o espírito público por mais corrompido que esteja pelo invencível libertarismo do palavreado sonoro da demagogia (carta de TRISTÃO a JACKSON, 24/04/1927).
terça-feira, 30 de setembro de 2014
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
73 ANOS de EXÍLIO da CASA PATERNA
Segunda-feira, 29/09/2014, século XXI, acordo e levanto-me às 05,00, manhã fechada, de CRISTO no Corcovado encoberto, televisão, canal 40, me localizando no tempo: cinco pancadas no velho relógio de parede, parte bahiana de herança do sogro. Uma composição da Central do Brasil Mineira, meia hora atrás já me locomovia, exatas 04,30, de Belo Horizonte, destino Santa Bárbara do Mato Dentro. Pontualmente o trem me acolhera às 04,30 e me ajeitara num banco de segunda classe, ao melancólico enleio sonoroso cheirando a carvão de pedra, na Praça da Estação da capital alterosa até bem pouco CURRAL DEL REI, hoje transvestida em Belo Horizonte, bem fria, um garoto de quase 13 anos, 28 quilos, calça curta só de camisa, coroado de um boné que levará o idoso Padre Antonio da Cruz, diretor da Escola Apostólica Nossa Senhora Mãe dos Homens do Caraça, na boca da noite, às 18 horas bem avançadas, a acolhê-lo, carimbando-o carinhosamente: "Ô seu inglês disfarçado!". Eu era de verdade mais um pinto ensopado, chovera bastante desde a terra do ex-presidente Afonso Pena num caminhão demoroso, portando na carroceria cerca de dez adolescentes. Eu, Jair Barros, um deles, por dentro soluçando "solidão sonora", de que sentimentos povoada, santo Deus, de saudades, perdido num mundo estranho, mas pelo pai recomendado ao pai de um já naturalmente colega de Belo Vale, totalmente perdiddo também numa diáspora exótica. Como me livrar dessa manhã que me deu um lar, tão distante sentimentalmente daquele de que, por 12 anos apenas vivido, me vi descolado, sem condições então de sopesar a novíssima realidade: à sombra da SENHORA MÃE DOS HOMENS DO CARAÇA (1941, setembro-dezembro de 1946), acompanhando o desenrolar distante da SEGUNDA GUERRA MUNDIAL (1939-1945) DE QUE SAÍ INCÓLUME. Tudo o que aqui narrado, transposto para os dias de hoje, quem sabe alguém apelidaria de um "delicioso pungir de acerbo espinho", caracterizado como uma tortura providencialmente planejada que nunca saberei agradecer!?
Segunda-feira, 29/09/2014, século XXI, acordo e levanto-me às 05,00, manhã fechada, de CRISTO no Corcovado encoberto, televisão, canal 40, me localizando no tempo: cinco pancadas no velho relógio de parede, parte bahiana de herança do sogro. Uma composição da Central do Brasil Mineira, meia hora atrás já me locomovia, exatas 04,30, de Belo Horizonte, destino Santa Bárbara do Mato Dentro. Pontualmente o trem me acolhera às 04,30 e me ajeitara num banco de segunda classe, ao melancólico enleio sonoroso cheirando a carvão de pedra, na Praça da Estação da capital alterosa até bem pouco CURRAL DEL REI, hoje transvestida em Belo Horizonte, bem fria, um garoto de quase 13 anos, 28 quilos, calça curta só de camisa, coroado de um boné que levará o idoso Padre Antonio da Cruz, diretor da Escola Apostólica Nossa Senhora Mãe dos Homens do Caraça, na boca da noite, às 18 horas bem avançadas, a acolhê-lo, carimbando-o carinhosamente: "Ô seu inglês disfarçado!". Eu era de verdade mais um pinto ensopado, chovera bastante desde a terra do ex-presidente Afonso Pena num caminhão demoroso, portando na carroceria cerca de dez adolescentes. Eu, Jair Barros, um deles, por dentro soluçando "solidão sonora", de que sentimentos povoada, santo Deus, de saudades, perdido num mundo estranho, mas pelo pai recomendado ao pai de um já naturalmente colega de Belo Vale, totalmente perdiddo também numa diáspora exótica. Como me livrar dessa manhã que me deu um lar, tão distante sentimentalmente daquele de que, por 12 anos apenas vivido, me vi descolado, sem condições então de sopesar a novíssima realidade: à sombra da SENHORA MÃE DOS HOMENS DO CARAÇA (1941, setembro-dezembro de 1946), acompanhando o desenrolar distante da SEGUNDA GUERRA MUNDIAL (1939-1945) DE QUE SAÍ INCÓLUME. Tudo o que aqui narrado, transposto para os dias de hoje, quem sabe alguém apelidaria de um "delicioso pungir de acerbo espinho", caracterizado como uma tortura providencialmente planejada que nunca saberei agradecer!?
domingo, 28 de setembro de 2014
PERDOAR COMO ELE
O bem-aventurado ANTÔNIO FREDERICO OZANAM, o fundador das Conferências Vicentinas tão espalhadas no Brasil, recebeu um dia uma carta recheada de ataques amargos como o fel. Sentou-se, produziu uma resposta que mostrou ao amigo Cornudet. "Você é um Cristão, Ozanam: perdoe o missivista!" Sem pestanejar, Ozanam rasgou a carta e lançou-a no fogo. É que um cristão, para ser digno do nome que carrega, deve ir até às últimas consequências em sua maneira de agir COMO TAL. Caso menospreze o valor divino do perdão, seu cristianismo fica muito a desejar!
Ó mestre JESUS, que vossa voz seja o VEÍCULO de toda palavra que eu disser! Vós o contador de parábolas, o conquistador das atenções! Empresto-vos meu olhar, tornai-o mais cativante! Para que se respire em volta de mim o odor de Deus, derramai de vossos perfumes na concha de minhas mãos os bálsamos que os exalem! Para que eu encante as serpentes, irmanai à minha a vossa voz como uma água cristalina! Enfim, ó meu bom Pai, ocultai-vos no fundo de meu coração, para que temor não sintam de mim as almas que de mim se aproximarem! E que mal comece eu falar, ouçam a vossa voz, e que, encantando-se com o que digo, sejais vós, E NÃO EU, o objeto de sua ADORAÇÃO! (PADRE BAETEMAN).
O bem-aventurado ANTÔNIO FREDERICO OZANAM, o fundador das Conferências Vicentinas tão espalhadas no Brasil, recebeu um dia uma carta recheada de ataques amargos como o fel. Sentou-se, produziu uma resposta que mostrou ao amigo Cornudet. "Você é um Cristão, Ozanam: perdoe o missivista!" Sem pestanejar, Ozanam rasgou a carta e lançou-a no fogo. É que um cristão, para ser digno do nome que carrega, deve ir até às últimas consequências em sua maneira de agir COMO TAL. Caso menospreze o valor divino do perdão, seu cristianismo fica muito a desejar!
Ó mestre JESUS, que vossa voz seja o VEÍCULO de toda palavra que eu disser! Vós o contador de parábolas, o conquistador das atenções! Empresto-vos meu olhar, tornai-o mais cativante! Para que se respire em volta de mim o odor de Deus, derramai de vossos perfumes na concha de minhas mãos os bálsamos que os exalem! Para que eu encante as serpentes, irmanai à minha a vossa voz como uma água cristalina! Enfim, ó meu bom Pai, ocultai-vos no fundo de meu coração, para que temor não sintam de mim as almas que de mim se aproximarem! E que mal comece eu falar, ouçam a vossa voz, e que, encantando-se com o que digo, sejais vós, E NÃO EU, o objeto de sua ADORAÇÃO! (PADRE BAETEMAN).
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
TEMOS CORAGEM DE NOS PERGUNTARMOS?
Cremos nas BEM-AVENTURANÇAS anunciadas pelo MESTRE?
Cremos ainda que JESUS é DEUS, o AMIGO, o JUIZ, o PAI?
Cremos no seu AMOR, na sua BONDADE, nos seus perdões?
PRATICAMOS nossa FÉ? Estamos impregnados dela de tal modo que ELA circule em nossa vida como o sangue em nossas veias?
Sim, dela vivemos a ponto de ser uma LUZ, um EVANGELHO vivo, uma inconfundível TESTEMUNHA?
SE CRISTO NOS PERGUNTASSE O QUE PERGUNROU AOS APÓSTOLOS: "E vós, que dizeis quem eu sou?" que lhe responderíamos?
Pode ELE que nos acompanha na vida dizer de nós "Olhe aquele lá! é um CRISTÃO que passa?"
Ó JESUS, obrigado por me haverdes chamado à FÉ; sua ausência como sua perda nos faz sofrer tanto! E sabemos que como as demais virtudes ELA cresce pelo exercício. Por isso desejo não apenas CRER mas CRER abertamente, racionalmente, na sua vivência prática, nessa FÉ de que me orgulho e de que prestarei contas um dia. Quero crer por mim e por muitos outros!
Eu CREIO, mas aumentai a minha FÉ! (Padre Baeteman, lazarista).
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
APARIÇÃO de NOSSA SENHORA DA SALETE
Há 168 anos a Santa Virgem Mãe de Deus desceu da direita do trono de seu FILHO para conversar na montanha da SALETE, na França, com duas criancinhas, Melânia e Maximin. Familiarmente, falou-lhes de seu povo que estava perecendo, e do peso do braço de seu Filho. Em poucas palavras, deu-lhes um resumo dos preceitos divinos, acompanhados de magníficas promessas caso o povo obedecesse, e associados de horrorosas ameaças, caso não obedecesse. Vestida de branco e ajoelhada sobre uma pedra e enxugando as lágrimas lhes recomendou propagassem isso por todo o povo. Foi essa sua última palavra. LÉON BLOY (1846-1917), devoto de Nossa Senhora da Salete, escreveu que a Igreja se esquecera de comemorar também no dia de sua aparição (19/09/1846) as LÁGRIMAS de MARIA, quando chorou na montanha da Salete. Seria porque, pergunta LÉON BLOY, "as terríveis desgraças que mal começamos a suportar apresentavam como sua causa evidente a criminosa indignidade das pessoas consagradas a Deus?" Ora, isso não podia ser suportado. O farisaismo protestou e estabaleceu-se impenetrável silêncio. Felizmente houve almas que se recusaram a esquecer. É que, em meio às lágrimas, Maria confiara a Melânia um segredo que, revelado 12 anos depois da aparição, prenunciava um futuro tenebroso, caso a mensagem da Mãe Dolorosa não fosse atendida. E mais tarde, apenas iniciado o século XX, BLOY iria sentir descendo sobre a humanidade a desolação da GRANDE GUERRA MUNDIAL, de 1914, de cujo término comemoramos há pouco o centenário. Quarenta anos depois da aparição de NOSSA SENHORA da SALETE assim escreveu BLOY: "A Salete é o último baluarte do cristianismo e há 40 anos que essa fortaleza vem capitulando!"
Há 168 anos a Santa Virgem Mãe de Deus desceu da direita do trono de seu FILHO para conversar na montanha da SALETE, na França, com duas criancinhas, Melânia e Maximin. Familiarmente, falou-lhes de seu povo que estava perecendo, e do peso do braço de seu Filho. Em poucas palavras, deu-lhes um resumo dos preceitos divinos, acompanhados de magníficas promessas caso o povo obedecesse, e associados de horrorosas ameaças, caso não obedecesse. Vestida de branco e ajoelhada sobre uma pedra e enxugando as lágrimas lhes recomendou propagassem isso por todo o povo. Foi essa sua última palavra. LÉON BLOY (1846-1917), devoto de Nossa Senhora da Salete, escreveu que a Igreja se esquecera de comemorar também no dia de sua aparição (19/09/1846) as LÁGRIMAS de MARIA, quando chorou na montanha da Salete. Seria porque, pergunta LÉON BLOY, "as terríveis desgraças que mal começamos a suportar apresentavam como sua causa evidente a criminosa indignidade das pessoas consagradas a Deus?" Ora, isso não podia ser suportado. O farisaismo protestou e estabaleceu-se impenetrável silêncio. Felizmente houve almas que se recusaram a esquecer. É que, em meio às lágrimas, Maria confiara a Melânia um segredo que, revelado 12 anos depois da aparição, prenunciava um futuro tenebroso, caso a mensagem da Mãe Dolorosa não fosse atendida. E mais tarde, apenas iniciado o século XX, BLOY iria sentir descendo sobre a humanidade a desolação da GRANDE GUERRA MUNDIAL, de 1914, de cujo término comemoramos há pouco o centenário. Quarenta anos depois da aparição de NOSSA SENHORA da SALETE assim escreveu BLOY: "A Salete é o último baluarte do cristianismo e há 40 anos que essa fortaleza vem capitulando!"
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
CONSTANTINO, OZANAM e TRISTÃO
"A pior das perseguições que se faz à IGREJA é aquela que se traduz pelo regalismo, pela OFICIALIZAÇÃO do CULTO, pelo clericalismo político, pelas subvenções interessadas pela incorporação subreptícia da IGREJA ao ESTADO com a perda inconsciente da sua independência", escreveu Tristão (A Vida Sobrenatural e o Mundo Moderno"). O mesmo escrevera ANTÔNIO FREDERICO OZANAM em carta a Dufieux, o7/o4/1851: "Não temos bastante FÉ, meu caro amigo, desejamos sempre o restabelecimento da religião mediante meios políticos, sonhamos com um CONSTANTINO MAGNO (274-337) que, com um só golpe e um só esforço, reconduza os povos ao redil. Mas desconhecemos a verdadeira história de Constantino. Tornou-se ele cristão exatamente porque mais da metade do mundo já esposara o cristianismo, e a multidão dos céticos, dos indiferentes e dos cortezãos que o seguiu apenas levou ao seio da IGREJA a hipocrisia, o escândalo e o relaxamento. Não, as conversões não são feitas por decretos mas pelos costumes e pelas consciências que necessitam ser conquistadas uma a uma. Queres ter dois grandes exemplos? PARIS e GENEBRA, cidades em que, apesar de nenhuma lei ter sido feita para o CATOLICISMO entre 1830 e 1848, a recondução das almas realizou-se com uma força e perseverança que aturdiram o mundo. Vê os ESTADOS UNIDOS e a INGLATERRA. A FÉ não prospera senão onde encontra governos que com ela não se preocupam ou lhe são adversos. Que época tão tempestuosa quão instrutiva! Talvez nela pereçamos, mas não nos lastimemos por tê-la vivido. Aprendemos muito, mas aprendamos sobretudo a DEFENDER NOSSAS CONVICÇÕES sem odiar nossos adversários, a amar aqueles que pensam diferentemente de nós, a reconhecer que HÁ CRISTÃOS EM TODOS OS CAMPOS e que Deus, como sempre, pode também hoje ser servido. Queixemo-nos menos de nosso tempo e mais de nós mesmos! Sejamos menos desanimados, mas sejamos melhores!"
"A pior das perseguições que se faz à IGREJA é aquela que se traduz pelo regalismo, pela OFICIALIZAÇÃO do CULTO, pelo clericalismo político, pelas subvenções interessadas pela incorporação subreptícia da IGREJA ao ESTADO com a perda inconsciente da sua independência", escreveu Tristão (A Vida Sobrenatural e o Mundo Moderno"). O mesmo escrevera ANTÔNIO FREDERICO OZANAM em carta a Dufieux, o7/o4/1851: "Não temos bastante FÉ, meu caro amigo, desejamos sempre o restabelecimento da religião mediante meios políticos, sonhamos com um CONSTANTINO MAGNO (274-337) que, com um só golpe e um só esforço, reconduza os povos ao redil. Mas desconhecemos a verdadeira história de Constantino. Tornou-se ele cristão exatamente porque mais da metade do mundo já esposara o cristianismo, e a multidão dos céticos, dos indiferentes e dos cortezãos que o seguiu apenas levou ao seio da IGREJA a hipocrisia, o escândalo e o relaxamento. Não, as conversões não são feitas por decretos mas pelos costumes e pelas consciências que necessitam ser conquistadas uma a uma. Queres ter dois grandes exemplos? PARIS e GENEBRA, cidades em que, apesar de nenhuma lei ter sido feita para o CATOLICISMO entre 1830 e 1848, a recondução das almas realizou-se com uma força e perseverança que aturdiram o mundo. Vê os ESTADOS UNIDOS e a INGLATERRA. A FÉ não prospera senão onde encontra governos que com ela não se preocupam ou lhe são adversos. Que época tão tempestuosa quão instrutiva! Talvez nela pereçamos, mas não nos lastimemos por tê-la vivido. Aprendemos muito, mas aprendamos sobretudo a DEFENDER NOSSAS CONVICÇÕES sem odiar nossos adversários, a amar aqueles que pensam diferentemente de nós, a reconhecer que HÁ CRISTÃOS EM TODOS OS CAMPOS e que Deus, como sempre, pode também hoje ser servido. Queixemo-nos menos de nosso tempo e mais de nós mesmos! Sejamos menos desanimados, mas sejamos melhores!"
terça-feira, 16 de setembro de 2014
PATRIOTISMO, O QUE É?
No singelo e leve estilo de GUSTAVO CORÇÃO PATRIOTISMO é uma forma de reverência que tem apoio na tradição. Tradição é o ato ou efeito de entregar algo, de comunicar oralmente um fato a outrem. Patriotismo é uma maneira particular, racional, sentimental de se ver no chão de uma terra o sinal de pés antigos. É uma virtude de longa continuação ou duração no tempo e merecedora ao mesmo tempo de grande fidelidade. Tem como fundamento, como raiz, o passado donde retira o que há de genuíno, de digno de ser comunicado às futuras gerações e de ser conservado no futuro. Traz em si a ideia de uma duração no tempo e merecedora de uma grande fidelidade. É um sentimento de respeito por aquilo que é passado, de enxergar, de descobrir numa cidade, por exemplo, certos eventos, ou realizações que deixaram sinais, marcas na sua história. É um modo especial de adivinhar numa paisagem os sinais comoventes de antigas mãos. É uma maneira sem igual de se simpatizar com dores, sofrimentos antigos, vividos, e de se alegrar com acontecimentos memoráveis. Ser patriota é ter uma história comum, isto é, vivida por mais de uma pessoa, que vem de longe no tempo, que é cantada na mesma língua e vivida num mesmo e grande cenário, a Independência do Brasil, por exemplo. A palavra "patriotismo"vem, deriva de "pai". Nossos primeiros antepassados são pai e mãe. Podemos dizer que o patriotismo começa pela reverência, o respeito, o amor pelos pais. Decorre de uma lei natural que sabemos e aprendemos ter sido elevada à dignidade de um mandamento divino: "Honrar Pai e Mãe". Numa palavra: patriotismo é uma reverência, uma veneração pelo que se considera sagrado ou se apresenta como tal, é o respeito profundo por alguém ou alguma coisa por causa das virtudes ou qualidades que possui ou parece possuir. O nacionalismo, que é uma exultação diante de uma idéia a ser realizada, diferencia-se, do patriotismo que supõe algo passado e que é uma virtude de longa duração e merecedora de grande fidelidade e baseada numa realidade que continua com o passar do tempo e se transmite ("As Fronteiras da Técnica", Gustavo Corção).
No singelo e leve estilo de GUSTAVO CORÇÃO PATRIOTISMO é uma forma de reverência que tem apoio na tradição. Tradição é o ato ou efeito de entregar algo, de comunicar oralmente um fato a outrem. Patriotismo é uma maneira particular, racional, sentimental de se ver no chão de uma terra o sinal de pés antigos. É uma virtude de longa continuação ou duração no tempo e merecedora ao mesmo tempo de grande fidelidade. Tem como fundamento, como raiz, o passado donde retira o que há de genuíno, de digno de ser comunicado às futuras gerações e de ser conservado no futuro. Traz em si a ideia de uma duração no tempo e merecedora de uma grande fidelidade. É um sentimento de respeito por aquilo que é passado, de enxergar, de descobrir numa cidade, por exemplo, certos eventos, ou realizações que deixaram sinais, marcas na sua história. É um modo especial de adivinhar numa paisagem os sinais comoventes de antigas mãos. É uma maneira sem igual de se simpatizar com dores, sofrimentos antigos, vividos, e de se alegrar com acontecimentos memoráveis. Ser patriota é ter uma história comum, isto é, vivida por mais de uma pessoa, que vem de longe no tempo, que é cantada na mesma língua e vivida num mesmo e grande cenário, a Independência do Brasil, por exemplo. A palavra "patriotismo"vem, deriva de "pai". Nossos primeiros antepassados são pai e mãe. Podemos dizer que o patriotismo começa pela reverência, o respeito, o amor pelos pais. Decorre de uma lei natural que sabemos e aprendemos ter sido elevada à dignidade de um mandamento divino: "Honrar Pai e Mãe". Numa palavra: patriotismo é uma reverência, uma veneração pelo que se considera sagrado ou se apresenta como tal, é o respeito profundo por alguém ou alguma coisa por causa das virtudes ou qualidades que possui ou parece possuir. O nacionalismo, que é uma exultação diante de uma idéia a ser realizada, diferencia-se, do patriotismo que supõe algo passado e que é uma virtude de longa duração e merecedora de grande fidelidade e baseada numa realidade que continua com o passar do tempo e se transmite ("As Fronteiras da Técnica", Gustavo Corção).
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