quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

GRANDE   TAREFA!!!


Em todos os tempos foi dificílima a missão de EDUCAR. São  João Crisóstomo dizia que muito mais difícil do que a tarefa do pintor que dá vida e cores a uma tela branca, e a do escultor que tira do mármore bruto uma figura humana ou divina, é a tarefa do EDUCADOR que trabalha na alma humana da juventude e dela deve tirar tudo o que a faça vencer na vida! Hoje, porém, ninguém o ignora, a tarefa é mais difícil. Vivem a criança e o adolescente trabalhados por tudo aquilo que estraga, corrompe ou que torna mesmo quase impossível o trabalho sério do educador! O educador verdadeiro  foi sempre uma criatura rara, extraordinária. Hoje o educador verdadeiro, para vencer, deve ser um heroi e quase um santo, E se alguma raça pode pretender possuir tais educadores não será a raça cristã? Haja a compreensão do momento, mas não haja desânimo. Nós seguimos AQUELE QUE DISSE:  "APRENDEI DE MIM, eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida", exclamando depois: "Eu venci o mundo!" (dom Henrique Trindade, ex-bispo de Botucatu).

O exemplo é dos mais poderosos meios de educação. Nosso Senhor começou por fazer antes de ensinar: "Coepit facere et docere". O que ocorre em matéria de educação não é tanto o que nós dizemos senão aquilo que procuramos ser. Faz-se mais bem por aquilo que a gente é ou por aquilo que a gente faz, do que por aquilo que a gente diz" (Ollé-Laprune).
A  ARTE  DE   FAZER   REZAR


LEVAR AS CRIANÇAS A NOSSO  SENHOR TAL É A VOSSA MISSÃO!

Enquanto JESUS CRISTO for para elas uma ideia vaga ou um ente afastado, não tereis realizado nada!

Importa bastante seja JESUS para elas o GRANDE  AMIGO   DIVINO QUE AS CONHECE,  que ama a cada uma pessoalmente, com o qual possam falar coracão a coração.

Deveis insistir muito com elas com esta definição da oração: "REZAR  é  CONVERSAR  COM  O  BOM  DEUS". ORA, PARA FALAR COM ALGUÉM, COMEÇA-se por OLHÁ-LO. Antes de fazer as crianças rezarem, ponde-as em presença do divino interlocutor.

Velai pelo porte exterior das crianças: "Atenção! nós vamos falar ao bom Deus - o bom Deus está nos olhando -juntemos as mãos ou cruzemos os braços - olhemos para o tabernáculo - ou então Vamos pensar agora em Deus que está dentro de nós, por isto vamos fechar os olhos do corpo para O ver com os olhos da alma.

Não façais às crianças recitarem uma oração que antes não tiverdes explicado.

Que não recitem orações muito longas. Isto cansaria e lhes tiraria o gosto da oração.

Um método recomendável consiste em fazer que as crianças repitam juntas, em voz alta, invocações simples, curtas e bem-adaptadas à sua linguagem: "Senhor Jesus, nós vos amamos! Senhor Jesus, nós cremos em vós! Senhor Jesus, abençoai nossos pais e irmãos! Senhor Jesus, abençoai nossos mestres! ( "Educar com êxito", de Gaston Courtois, sacerdote).

domingo, 26 de janeiro de 2014

26/01/14:  INESQUECÍVEL   A   MANHÃ  DESTE  DIA  NO  VATICANO 

Felizardo quem aos domingos contata o canal da RAI (140), na parte da manhã, e acompanha a presença de FRANCISCO na Praça de São Pedro em Roma! Embora atrasado, ainda me valeu o que vi e ouvi hoje. O papa, parece-me,  comentava  um pensamento de Santo Agostinho que, desde meus 13 anos, me acompanha: "Timeo Jesum transeuntem et non revertentem!"A multidão recebia no coração atento o pábulo da lição. Jesus, dizia o papa,  está passando junto de vocês nesta praça, neste momento. Está convidando vocês a o seguirem. Não o acompanhei em toda a explanação, mas a frase completa em latim, por vários anos ouvida no seminário, me saltou na hora: "Et non revertentem". A realidade nela contida vale por um retiro espiritual.O cristão vive continuamente bombardeado por sugestões divinas, conhecidas por "graças", trazendo-nos mensagens encorajadoras nos momentos precisos em que delas necessitamos para nos mantermos sob o olhar misericordioso do pai ou para dele não nos apartarmos seduzidos pelos letreiros enganadores a nos desviarem do rebanho de Cristo. Mas...uma observação minha: FRANCISCO insistia no conteúdo do termo "transeuntem", que passa, deixando na penumbra os  termos "Timeo"(receio) e  "non revertentem" (e que não volta). E sem tocar nas ideias neles  contidas pelo  autor: "Timeo"(receio) "et non revertentem"(e que não volta). É que Jesus nunca se arrepende por não ter sido visto e seguido por nós quando muitas vezes passou e o não o vimos, seja lá por quais razões! O importante  no momento é reconhecermos que ele está passando, que forçoso é que o reconheçamos e o sigamos, acolhendo o seu olhar paterno e amigo, e compassivo: "Timeo Jesum transeuntem"! Fiquetemos atentos em Jesus que está passando ao nosso lado, dentro de nós, injetando em nossos órgãos espirituais enfraquecidos ou tíbios ou seduzidos por forças estranhas, a vitamina indicada no momento pelo divino médico e redentor nosso, Jesus Cristo. Depois da reza do "Angelus", o papa se vira, some, mas logo regressa acolitado por uma adolescente e um adolescente.  Nunca eu presenciara tal visão! FRANCISCO é realmente imprevisível! Comovente o espetáculo. Surrealista o que a moldura nos umedecia de santa emoção aquela transfiguração a nos transportar ao Tabor onde Cristo luminosamente se apresentou um dia à humanidade. Mas confesso que o conteúdo do prazer santo que me envolveu neta manhã romana só se completará, quando me chegar às mãos pela imprensa o que o papa e a adolescente então pronunciaram. 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

TESTEMUNHA  OCULAR  OU  AURICULAR?

Sobre o Estado do Rio, na noite de 16/01/14, caíram 41.393 raios. A capital foi contemplada com 1.109, ultrapassando o número recorde de 2.149 do dia 05/03/2013, segundo o coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica do Impe, conforme noticiou "O GLOBO" de 18/01/14. O aumento de número de raios sobre a cidade do Rio decorre da rapidez de sua  urbanização, que cria uma ilha de calor maior decorrente da substituição da vegetação por asfalto e residências, e pelo aumento no número de carros gerando mais poluição. Fui testemunha auricular da queda do raio no terceiro dedo da mão direita do monumento do Corcovado, pois ouvi o som metálico  rápido e repicado  provocado pelo raio no momemto exato de sua queda.  Não estivesse eu vendo um noticiário televisivo, sentado de costas para o Cristo no alto do Corcovado, com um tempo limpo, preencheria todas as condições para servir como testemunha ocular do evento. O salão do apartamento tem o privilégio de acolher o panorama perfeito, sem obstáculo de coisa alguma, do conjunto do monte do Corcovado e do monumento do CRISTO REDENTOR. A janela do salão tem quase cinco metros de comprimento por quase três de altura. Daí muito me honrar de repetir o que alguém me disse: a visão que aqui se descortina duplica por si só o valor do apartamento! E com a floresta da Tijuca ao lado, vizinho de macacos, de tucanos, de sabiás e de outras espécies de pássaros, e até com água de mina,  que o prédio utiliza para lavagem das calçadas e dos carros,  tornei-me um nacional exilado da roça mineira, quarenta anos nas Gerais,  e no Estado Fluminense os outros quarenta, dez dos quais na cidade das ortênsias, Petrópolis, e de doze  anos (de 1963 a 1975), quando o Rio sozinho formava o Estado da Guanabara. O Estado da Guanabara, em 1975, pela fusão com o Estado do Rio de Janeiro, capital Niteroi, se extinguiu como Estado, transformando-se na capital do novo Estado do Rio de Janeiro, capital São Sebastião do Rio de Janeiro.  

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

INQUIETAÇÕES  DE  UM  RECÉM  CONVERTIDO
Poucos dias depois de sua conversão assim escrevia TRISTÃO  (21/09/1928) ao amigo Jackson de Figueiredo: "Tenho horror a cultivar a inquietude, a incerteza, mas sinto ser condenado a ser um atormentado, com ares de dogmático e sereno. Hoje, lendo seu artigo sobre o Congresso da Mocidade, fiquei inquieto sobre o que deveria eu ter feito a respeito.  Ainda estou cheio de dedos nesses assuntos de ação católica. O França (Padre Leonel Franca) aconselha deixar-me continuar como até agora, deixando que a fé se infiltre lentamente nas minhas próprias atitudes atuais, nos meus escritos, etc., eu penso que o conselho é sábio. Pois há momentos em que sinto quase que fisicamente a fé se espalhando por meu organismo, deixando de ser  puramente atitude mental, para ser sangue, para ser esquecida. Chesterton teve uma vez uma palavra paradoxal, mas no fundo muito justa sobre a Igreja.  Uma das razões pelas quais me converti à Igreja, disse ele,  foi para não pensar mais na Igreja. Mas tem raízes.  Eu estou começando, apenas começando.  Mas é o essencial, não pensar mais continuamente no problema da fé. E isto me parece um sinal admirável. Estou sentindo que a fé está começando a fazer parte  integrante de mim, como o meu nariz ou o meu temperamento. Há um ano, sobretudo, que vivo com todas as minhas forças voltadas para a fé, para as suas dificuldades, para a sua posição na história, para a sua conciliação com o meu temperamento, com as minhas covardias de sibarita dos jogos puros da razão, com a minha posição humilhante de industrial rico,  e portanto no extremo oposto ao espírito de Cristo, com os meus hábitos mentais de cético, de pagão, etc. Sinto que esse momento está passando. E que a obsessão vai desaparecendo e que uma nova vida vai começando para mim, da qual a fé  faz parte, naturalmente, integrada no todo. Estou sentindo que ela passou a viver em mim, mais do que eu nela. De qualquer coisa  de exterior, de um estado fora de mim do qual eu me aproximava passo a passo, como um nadador exausto, de braçada em braçada,  vem se chegando à praia ou à embarcação, passou a fé a ser  um estado interior, um modo de ser, uma face já agora orgânica do meu ser.  Não preciso mais pensar nela para que a sinta viver. Como não penso mais no meu coração, nem o sinto bater.  A fé é o meo coração da inteligência. Agora só a sentirei se tiver a desgraça de parar de bater. Entretanto, não se esqueça de me prevenir daquilo que você julgar que eu devo fazer, no sentido de  não parecer um católico que tem medo de passar por tal. Não quero passar por um "católico dos domingos", um churchgoer como dizem os ingleses, e nada mais".
DESABAFO  DE  2  ALMAS  AUTENTICAMENTE   CATÓLICAS  E  AMIGAS

Convicto do real proveito  haurido da leitura de cartas trocadas entre convertidos à FÉ, transcrevo    o que escreveu (01/09/1928) ALCEU  AMOROSO  LIMA,   recém convertido, ao amigo JACKSON  DE  FIGUEIREDO que lhe respondeu no mesmo dia:  = = = Jackson, simplesmente admirável seu artigo de hoje. Página de valor profundo, sereno, catolico no mais alto sentido. Li-o  com um arrepio de horror no fundo dalma, como se você tivesse levantado um pouco o veu de um antro onde se escondesse alguma divindade grotesca prestes a tragar os pobres incautos que dançam de alegria em torno de suas próprias ideologias! Página que contém sombras terríveis, verdadeiras trevas, como você bem o disse. E um frêmito qualquer de profecias antigas.  E dizer que todo mundo é surdo  a tudo isso! Ah! se não fosse a sua  FÉ em Jesus Cristo, eu cada vez acredito mais que só haveria uma solução para a sua vida - o suicídio! Confesso que sua página encheu de angústias meu coração. RESPOSTA de  JACKSON: ALCEU (O1/09/28). É claro como o sol: se eu não tivesse a FÉ que tenho em Jesus Cristo , e fosse tal qual sou, só teria um caminho para me livrar de mim mesmo'. Essa carta, parece-me, explica a razão desse diálogo:  o artigo "Dolorosas Interrogações" a que se refere ALCEU em carta a Jackson,  de 30/08/28 ("Correspondência Harmonia dos Contrastes", II), da autoria de Pontes de Miranda (1892-1979). Donde nessa carta a confissão de ALCEU: "Como  anseio pelo isolamento, pelo esquecimento do mundo, pelo repúdio a todo esse meio de intrigas e calúnias que é o nosso meio intelectual". EM  TEMPO: para quem busca a FÉ um bom caminho é a leitura da correspondência trocada entre os dois cultos católicos brasileiros JACKSON e ALCEU em "Harmonia dos Contrastes" tomos I e II, da Academia Brasileira de Letras).

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

PEIXES   PARA  O  CONDE  de  ASSUMAR

Para GIOVANNA  BARROS  recordar o dia 14/01/14 em que conheceu N.S. APARECIDA.

Os homens não tinham peixe para o Conde de Assumar! = Os barcos desciam nas águas escuras do rio deserto...Tornavam subindo...descendo...a tentar! Lançavam as redes..Puxavam as redes... E as redes vazias! Sem nada pescar! Os homens não tinham peixe para o Conde de Assumar.  =  Domingos Garcia, caboclo valente, com os braços de ferro tocava a empurrar a triste canoa, sem nada pescar.  Pedroso gritava para os companheiros. Que logo cortaram as águas escuras do rio deserto. =  "Oh! Lá, companheiros! OH! Lá, canoeiros! Que novas a dar?! = E a mesma resposta caía da noite nos barcos vazios, sem nada pescar. Os homens não tinham peixe para o Conde de Assumar! = João Alves, aflito, já sem esperança, olhando as estrelas se pôs a rezar: "SSma. Virgem! Tem pena de mim!...Rainha Celeste! Tem pena de mim! És dona dos peixes que moram nas águas! Ordena que venham encher nossos barcos! Que um só dos teus gestos nos pode salvar!... Dá-nos peixe pra Dom Pedro para o Conde de Assumar! = E a rede atirando com punho de mestre, a rede  nas águas se abriu em estrelas. Caiu...Foi ao fundo... (João Alves chorava, João Alves rezava, tocado de fé!) = Puxou de mansinho, que a rede pesava, pesava... "São peixes! dizia. São peixes, enfim, que N. Senhora tem pena de mim..."= Mas, oh! luz estranha que vem dentro à rede. É Nossa Senhora que vem dentro à rede! É N.Senhora que vem dentro à rede!, do pobre, do humilde, feliz pescador, que louco de alegre se pôs a gritar: "Oh! Lá! canoeiros! Oh! Lá, companeiros! = Oh! Lá, pescadores que estais a pescar! Milagre! Milagre! Fazei vossos lanços, que N.Senhora já me apareceu!"= E os homens todos tocados de uma alegria sem par encheram os barcos de peixe para o Conde de Assumar! = Óh N. Senhora que ouviste o barqueiro, que ouviste há 2 séculos, de nós não te vás! Nem mesmo um instante, sequer,  nos esqueças!  Tu que apareceste, não desapareças daqui, desta Pátria! Jamais! Nunca mais!" (Adelmar Tavares -16/02/1888 - 20/06/1963 - da Academia Brasileira de Letras).