sábado, 30 de abril de 2011
CARLOS LACERDA - 30/04/1914
Faz hoje 97 anos que nascia no Rio de Janeiro CARLOS LACERDA, embora tenha sido registrado em Vassouras. Filho de político, iniciou o curso de direito que não concluiu, alegando que a advocacia lhe era incompatível, pois no exercício da profissão "os casos que me interessavam não davam dinheiro, e os que davam dinheiro não me interessavam". Simpatizando-se com a ideologia comunista por algum tempo, rompeu com o partidão em 1939. Findo o Estado Novo de Getúlio Vargas em 1945, elegeu-se vereador pelo Distrito Federal, registrado que fora na União Democrática Nacional. Fundou em 1949 o jornal "Tribuna da Imprensa" onde travou um duelo de guerra contra Samuel Wainer entrincheirado na "Última Hora". No dia 24 de agosto de 1954, regressando de um comício no Colégio São José, na Tijuca, foi alvo de sério atentado político em Copacabana, levando um tiro no pé, enquanto falecia o amigo, da Aeronáutica, Rubens Vaz. Eleito governador da Guanabara em 1960, aderiu ao movimento político-militar que derrubou João Goulart da presidência da República, em 1964. Pouco tempo depois, lançou-se abertamente candidato à Presidência da República. Apresentou sua plataforma através de pequenos opúsculos denominados REFORMA E REVOLUÇÃO. Somente há meses atrás encontrei num sebo um destes exemplares. E como os tempos eram outros! Transcrevo aqui o que se lê na penúltima página: "Circule este livro entre seus amigos, para que eles também tomem conhecimento das ideias de CARLOS LACERDA. Cada um que ler este livro deve anotar abaixo seu nome e endereço, se desejar receber outras publicações". E mais: "Nossa campanha é feita com pouco dinheiro. Por isso precisamos utilizar ao máximo o pouco de que dispomos. Quando a lista acima estiver completa, devolva este livro ao Comitê Central Carlos Lacerda, caixa postal 884, Rio de Janeiro, para que POSSAMOS ENVIÁ-LO a outros brasileiros interessados em conhecer as ideias de CARLOS LACERDA". Um dos expoentes do movimento golpista de 64, teve seus direitos civis e políticos cassados por aqueles mesmos que ele, governador da Guanabara, tanto ajudou a guindar ao poder. A cidade do Rio de Janeiro lhe é devedora de justo reconhecimento pelas obras que aqui realizou.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
"TASSO DA SILVEIRA" E "CONY "
Ontem, 28/04/11, o nosso imortal CARLOS HEITOR CONY, ainda em muito boa hora, lembrou aos brasileiros, e mais especificamente aos cariocas (A2 opinião, da Folha de São Paulo) a figura do escritor paranaense TASSO DA SILVEIRA (1895/1968), cujo nome merecidamente foi dado a uma das escolas do bairro carioca do REALENGO, teatro, um mês atrás, da chacina que tanto entristeceu nossa cidade. Por coincidência eu lia na época "COMPANHEIROS DE VIAGEM", de Tristão de Athayde. Desta obra do "mestre' escreveu Gilberto Amado: "Na apreciação de MEIO SÉCULO DE PRESENÇA LITERÁRIA ninguém disse tanto até hoje sobre temas diretamente literários, estéticos e correlatos ou conexos, morais ou sociais...Ele não só procura a alma do autor como comunica a sua com a do autor.... Não é possível julgar uma obra sem a ter compreendido.... Por esta capacidade de compreensão é que ao longo de 50 anos Tristão e Alceu criticaram e compreenderam todas as obras e todos os autores do seu tempo". A análise encomiástica de Gilberto Amado ao citado livro de Tristão, que nas pp. 270/271 recorda a figura de TASSO DA SILVEIRA, "uma das figuras mais nobres, mais puras, mais dignas da história de nossas letras", levou-me a buscar algo na imprensa local a respeito da pessoa que emprestara o nome ao estabelecimento de ensino do bairro de Realengo. E agora o artigo de Cony me salvou da frustração da inútil procura. Parabéns, Cony! Às palavras consagradoras que diretamente Tristão tece ao autor curitibano, e indiretamente Giberto Amado, temos com seu estilo lépido, leve, surpreendente e culto a palavra de um carioca que resgatou o esquecimento da pessoa de Tasso da Silveira que "no encontro com Deus não compareceu nem de mãos vazias, nem de corpo mutilado ( Tristão alude à cegueira que tanto o afligiu em plena maturidade, obrigando-o anos seguidos a depender de uma Cordélia conjugal que o levava com fidelidade tocante às aulas matutinas da PUC) nem de alma triste. A alegria que ele tanto procurou na terra, tudo terá vencido na eternidade" ("Companheiros de Viagem", Tristão de Athayde).
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segunda-feira, 25 de abril de 2011
Ó POVO QUERIDO DA RÚSSIA!
Numa fria noite de fevereiro de 1950, FULTON SHEEN, bispo auxiliar de Nova Iorque, dirigindo-se diretamente à RÚSSIA, falou o seguinte: "Ó povo querido da Rússia, nós te amamos. Oramos por ti, para que tua terra volte a usar o nome de "SANTA RÚSSIA". Os teus comunistas têm aqui entre nós uma QUINTA COLUNA. Mas é maior a que hoje se esconde nas tuas cidades, nas tuas estepes, constituída por enamorados de CRISTO, dos que buscam a DEUS. Coragem! Todas as manhãs os sacerdotes católicos, depois da missa, recitam novas orações por TI. Temos de sacudir aquela falsa tolerância que contribuiu para Te apertarem as algemas nos pulsos. "Cumpre instar com CRISTO para que permita seja restituída aos aflitos filhos da RÚSSIA a tranquilidade, a liberdade de professar a FÉ, e para que todos possam insistir, com um módico esforço e pequeno sacrifício, queremos que as orações que Nosso Predecessor LEÃO XIII, em 1884, ordenou rezem os sacerdotes com o povo, depois de terminada a Missa, sejam ditas nesta mesma intenção, quer dizer: pela RÚSSIA. Os bispos e ambos os cleros (diocesano e religioso) advirtam cuidadosamente a seu povo e a todos os que assistam ã Missa, e repetidas vezes lhes recordem essa intenção" (Pio XI, alocução consistorial de 30/06/1930). A mesma recomendação já tinha sido repetida por Pio X em 1904, por Bento XV em 1915. No término da alocução, FULTON SHEEN acrescentou: "Talvez vos agrade saber que diariamente, no santo sacrifício da missa, me sirvo de um cálice fabricado na RÚSSIA, utilizado outrora pelos sacerdotes daquele país. Os comunistas russos venderam-no a um meu amigo hebreu, o qual, conhecendo meu interesse espiritual pelo povo russo, mo ofereceu para celebrar pela Rússia. Meu vivo desejo é poder um dia restituí-lo à Rússia, para que os russos possam rezar por nós, como rezamos hoje por eles. Eles estão menos afastados de Nosso Senhor do que estão alguns dos homens do mundo ocidental".
quarta-feira, 20 de abril de 2011
SÃO JOÃO GABRIEL PERBOYRE
O Padre Lazarista, SÃO JOÃO GABRIEL PERBOYRE, martirizado na China no meado do século XIX, enviou à sua irmã francesa a seguinte carta: "Minha irmã, não vos preocupeis com minha saúde, nem com os perigos por que passo. Não julgueis que só os chineses procuram minha perda. São homens que mais amo do que temo. Asseguro-vos não recear nem mesmo o Imperador com seus mandarins e satélites. Tenho, porém, neste país um inimigo particular, a causa única de minhas desconfianças. É realmente temível! É o pior inimigo que conheço. Não é chinês, mas europeu. Batizado dese a infância, foi depois ordenado padre. De França para a China navegou conosco no mesmo navio. Ele me persegue e seria realmente minha ruína, se eu caisse em seu poder. Não direi seu nome, porque vós o conheceis. Se obtivésseis de Deus a sua conversão, prestar-lhe-
íeis grande obséquio e vosso irmão voa deveria sua felicidade!" "OS SANTOS SÓ FORAM SANTOS, PORQUE TIVERAM A CORAGEM DE RECOMEÇAR SEMPRE" (PADRE BAETMAM").
íeis grande obséquio e vosso irmão voa deveria sua felicidade!" "OS SANTOS SÓ FORAM SANTOS, PORQUE TIVERAM A CORAGEM DE RECOMEÇAR SEMPRE" (PADRE BAETMAM").
FILME: "HOMENS E DEUSES"
Termino agora o assunto prometido ontem: o filme dos 7 padres cistercienses martirizados em Argel no fim do século XX, o país envolvido numa guerra civil. Eram eles 8, franceses todos. Mas um foi poupado e guardou o mosteiro até o falecimento, poucos anos atrás. O mais novo passava dos 60. Dedicavam-se ao cuidado dos pobres bastante necessitados, desassistidos. Um era médico, constantemente requisitado. E a provação não tardou. Um filme que faz pensar, que sacode, que mexe com o indiferentismo católico. Oportuno assunto para meditação nesta semana santa. Imagino que provavelmente muitos dos sete missionários conheceram Thomas Merton, que aos 25 anos, em 1945, se converteu ao catolicismo e depois de muita escolha providencial vestiu o hábito branco dos monjes cistercienses, nos Estados Unidos. Primeiro bateu nas portas dos Franciscanos. Depois pensou nos Trapistas. Depois sonhou com a Companhia dos Jesuítas. Foi atrás dos Camaldulenses. Por fim abraçou a Ordem Cisterciense, decisão de que participara Santa Terezinha do Menino Jesus, cuja vida havia lido num livro escrito por Ghéon. Aliás, lembra-se? Uma noite, em Paris, voltando ao hotel de madrugada e subindo a escada em direção ao quarto, de repente voltou-se e perguntou ao porteiro quem era aquela freira que lhe sorriu e o cumprimentou, quando ele chegara. E muito intrigado ficou, ao saber que freira alguma estivera por ali, ainda mais naquela hora da noite. E uns dias depois, diante de um quadro com a fisionomia da freira que o saudou no hotel, exclamara: " É ela!" Indagando, chegou facilmente a Santa Terezinha de Lisieux. E foi ela que o ajudou a finalmente encontrar o que tanto procurava. Thomas Merton professou, ordenou-se sacerdote e viveu na Abadia de Getsêmani, Estados Unidos, sob o nome de Fr. M.Louis, O.C.S.O. Faleceu em dezembro de 1968 durante encontro com monjes budistas em Bancoc, Ásia. Merton narrou sua vida no livro "A MONTANHA DOS SETE PATAMARES".
terça-feira, 19 de abril de 2011
FILME SOBRE O REI JORGE VI
Acabo de chegar da "Estação Botafogo" . Satisfiz afinal o desejo de ver reproduzido na tela do cinema o drama cristão dos 7 monges trapistas que, na década de 90 do século findo, ofereceram a Deus suas vidas, em holocausto, em favor do povo de Argel, na África. Dois meses atrás, deixei neste nosso canto breve comentário sobre o gesto santo e heróico desses apóstolos dos tempos atuais. Fazia já mais de cinco anos que não punha os pés numa sala de cinema. Há dois meses, em São Paulo, meu filho conseguiu dobrar-me e que presente recebi dele, comovendo-me até às lágrimas diante do rei da Inglaterra se esforçando para aprender a falar em público, sem gaguejar. Lacrimejei, sim, mas explico-me, senão para quem me lê, pelo menos para meu mundo íntimo, surpreendido quem sabe!. E mais: desejo para você, quando atingir a minha idade, sinta os olhos umedecidos, quando reviver passados do tipo do que me foi dado ver sobre o Rei Jorge VI. Apesar de criança-adolescente, vivi com intensidade, à altura da idade e dos meios de comunicação da época, os mais importantes acontecimentos da segunda guerra mundial, um pouco pelo "repórter-esso" e outro tanto pelo jornal diário católico da arquidiocese de Belo Horizonte. Na minha minúscula aldeia, era eu o vendedor dele na rua. E estudando no Colégio do Caraça, de 1941 a 1946, além do "repórter esso", o papel higiênico disponível eram os recortes retangulares do Jornal do Comércio". E mais ainda: tal era nosso interesse em acompanhar a conflagração que formamos um QG, batizando-nos com nomes dos principais articuladores da guerra: Zucov (era eu), General Mascarenhas de Moraes, Patton, Eisenhower, REI JORGE VI, Montgomery, vencedor da Batalha de El-Alamein, etc. Daí a razão de minha emoção: assistindo ao filme do Rei da Inglaterra, paralelamente acompanhava meus dias no Caraça no tempo da guerra, 60 anos passados, numa unidade de épocas ultra distantes compondo um consórcio bastante emotivo, recheado de recordações que me subiram à tona da alma e da saudade. E de não se comover quem há-de? Eu sei que o filme dos 7 trapistas ficou só no desejo meu de comentá-lo.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
CARACTERÍSTICAS DIVINAS DA IGREJA CATÓLICA
No dia de PENTECOSTES A IGREJA FUNDADA POR CRISTO, DEUS E HOMEM, se completou com a descida SOBRE OS APÓSTOLOS do ESPIRITO SANTO que se tornou a ALMA DA ORGANIZAÇÃO FUNDADA pela SEGUNDA PESSOA DA SANTÍSSIMA TRINDADE. Dois mil anos volvidos, a conclusão é de que sua ALMA só pode ser DIVINA. Centro de verdade e de santidade no mundo, fermento de uma pobre massa humana sempre pronta a cair e a levantar-se, uma sociedade tão espantosa no seu estabelecimento, na sua expansão, na sua intocável sucessão, na sua fecundidade espiritual, na sua perpetuidade, na sua unidade a despeito de tantas fissuras seculares na sua estabilidade em meio a tudo que desmorona, que de argumentos em favor de sua missão e de sua divindade! Analisando-se as condições de seu estabelecimento e de sua permanência, atentando-se para sua estrutura visível e sobretudo espiritual, a IGREJA é, em verdade, como disse BOSSUET, "um edifício levantado do nada, uma criação, a OBRA de uma mão todo poderosa". Sua existência passou por cataclismas aparentemente mortíferos: perseguições logo na sua infância, heresias, cismas, tentativas de absorção por chefes políticos, fraquezas e crimes de seus membros, pastores seus tantas vezes, invasões dos bábaros que pareciam submergê-la, pressões de Impérios, grande cisma do Ocidente, Reforma, Filosofismo, Revolução Francesa! E eis a conclusão a que chegou São Vicente de Paulo no século XVII: se a Igreja não fosse divina, os próprios padres já a teriam destruído! Em meio a tantos obstáculos, ela vem tirando tudo de letra, sem se corromper, sem sucumbir. É que ela é santa, embora constituída de pecadores. Lembra Cristo no barco com os Apóstolos sobrevindo um tsuname. Esquecidos da presença de Cristo - e, depois de Pentecostes, do Espírito Santo - pedem socorro, homens ainda de fé emergente. A razão de ser assim a IGREJA está no germe donde brotou e na sua adaptação ao meio onde desenvolve sua vida. Como um ser vivo que é, a IGREJA encontra em si mesma forças de criacão, de crescimento, de defesa, de reparação, de progresso. Com o ser que lhe pertence, tudo isso lhe é natural, pois sua existência é um fato divino.A Igreja foi. é e será sempre fiel ao germe divinamente concebido donde desabrochou. O cardeal NEWMAN recentemente beatficado pelo Papa BENTO XVI empreendeu vasto trabalho para contestar a divindade da Igreja. À medida que avançava nas suas pesquisas, crescia-lhe a prova em contrário. No fim, converteu-se ao catolicismo.
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