ATENÇÃO, PRESIDENTA!!!
"Vendo domingo a multidão nas ruas, não pude deixar de pensar que valeu a pena lutar pela LIBERDADE, lutar pela DEMOCRACIA. Este país está mais forte que nunca! Um país amparado na separação, independência e harmonia dos poderes na DEMOCRACIA REPRESENTATIVA, na LIVRE MANIFESTAÇÃO POPULAR nas ruas e nas URNAS se torna cada vez mais impermeável ao preconceito, à intolerância, à violência e ao retrocesso!" DILMA, com esses dizeres, em momento que lhe trouxe tantas recordações pelo que sofreu pela LIBERDADE de nossa Pátria, creio que DEUS lhe fez sentir a realidade da situação do momento em que nos achamos! E a recordação da luta que em décadas atrás você abraçou, oferecendo seu sangue generoso e patriótico pela nossa redenção democrática, por certo lhe inundou a alma, quase lhe umedecendo os olhos, contemplando-se no pedestal de Presidenta da República Brasileira que na mocidade sob o tacão da ditadura você conquistou ao preço de muito padecer! "Duc in altum!" Errar é humano! Lembre-se de seu valor varonil. Ajuda patriótica os brasileiros não deixarão de lhe prestar! Leia nos corações dos manifestantes das ruas o pedido que lhe fazem: seja intrépida, seja, como pede o papa Francisco, REVOLUCIONÁRIA, siga o caminho daqueles políticos patrícios que conquistaram o panteão da glória, revestidos da humildade, do destemor até, por vezes, de falsos amigos que, quem sabe, estão palmilhando de obstáculos a rota que sua consciência lhe trouxe à memória, ouvindo a voz dos eleitores brasileiros desejosos que você humildemente lidere, promovendo as mudanças de que o país necessita com urgência!
segunda-feira, 16 de março de 2015
quinta-feira, 12 de março de 2015
CONCEITO DE RELIGIÃO
Estudando a história da humanidade, não é difícil chegar-se à conclusão de que ao SER HUMANO é possível admitir espontaneamente a existência de um SER SUPREMO, soberano, denominado DEUS. Sabendo-nos assim CRIATURAS originalmente ligadas a DEUS, dá-se o nome de RELIGIÃO a esta proximidade, dependência e relacionamento nosso com o CRIADOR. Mas existem DUAS espécies de RELIGIÃO: a RELIGIÃO NATURAL e a RELIGIÃO REVELADA.
1 - RELIGIÃO NATURAL: Há duas maneiras de se estabelecer entre nós e Deus esse relacionamento, essa RELIGIÃO NATURAL: UMA é fruto de um raciocínio realizado por nossa razão, nossa inteligência: convencemo-nos da existência de DEUS, criador de todas as coisas e fonte de todas as perfeições, valendo-nos do dito popular de que todo relógio supõe um relojoeiro; a ordem e a harmonia existentes no mundo nos levam a admitir uma inteligência superior que criou e cria e conserva todos os elementos que o compõem; a SEGUNDA MANEIRA de se estabelecer entre mim e Deus esse relacionamento, essa RELIGIÃO NATURAL decorre do fato de que todos os seres humanos sentem dentro de si uma voz que os impele a praticar o bem e evitar o mal. É a voz de nossa consciência moral, projetando nossos sentimentos, às vezes até nos incomodando; é a voz de Deus que lembra que somos seus filhos e que nos voltemos para ele. A essas duas maneiras de nos relacionarmos com DEUS dá-se o nome de RELIGIÃO NATURAL.
2 - A RELIGIÃO REVELADA, baseada numa especial revelação da existência de Deus expressa na Bíblia: antigo e novo testamento. Puramente religiosa, essa inspiração bíblica nos ensina aquilo que ultrapassa a razão humana, a saber: o plano de salvação divina, o sentido do mundo, do homem, do trabalho, da vida, da morte... diante de Deus (conforme exposição de Dom Estêvão Bettencourt O.S.B. nas aulas da Escola Mater Ecclesiae, Rio).
Estudando a história da humanidade, não é difícil chegar-se à conclusão de que ao SER HUMANO é possível admitir espontaneamente a existência de um SER SUPREMO, soberano, denominado DEUS. Sabendo-nos assim CRIATURAS originalmente ligadas a DEUS, dá-se o nome de RELIGIÃO a esta proximidade, dependência e relacionamento nosso com o CRIADOR. Mas existem DUAS espécies de RELIGIÃO: a RELIGIÃO NATURAL e a RELIGIÃO REVELADA.
1 - RELIGIÃO NATURAL: Há duas maneiras de se estabelecer entre nós e Deus esse relacionamento, essa RELIGIÃO NATURAL: UMA é fruto de um raciocínio realizado por nossa razão, nossa inteligência: convencemo-nos da existência de DEUS, criador de todas as coisas e fonte de todas as perfeições, valendo-nos do dito popular de que todo relógio supõe um relojoeiro; a ordem e a harmonia existentes no mundo nos levam a admitir uma inteligência superior que criou e cria e conserva todos os elementos que o compõem; a SEGUNDA MANEIRA de se estabelecer entre mim e Deus esse relacionamento, essa RELIGIÃO NATURAL decorre do fato de que todos os seres humanos sentem dentro de si uma voz que os impele a praticar o bem e evitar o mal. É a voz de nossa consciência moral, projetando nossos sentimentos, às vezes até nos incomodando; é a voz de Deus que lembra que somos seus filhos e que nos voltemos para ele. A essas duas maneiras de nos relacionarmos com DEUS dá-se o nome de RELIGIÃO NATURAL.
2 - A RELIGIÃO REVELADA, baseada numa especial revelação da existência de Deus expressa na Bíblia: antigo e novo testamento. Puramente religiosa, essa inspiração bíblica nos ensina aquilo que ultrapassa a razão humana, a saber: o plano de salvação divina, o sentido do mundo, do homem, do trabalho, da vida, da morte... diante de Deus (conforme exposição de Dom Estêvão Bettencourt O.S.B. nas aulas da Escola Mater Ecclesiae, Rio).
terça-feira, 10 de março de 2015
MELHOR A SORTE DOS MORTOS
Cristo se alegrou quando soube da morte de Lázaro, e se entristeceu com a sua ressurreição! Quem mais que todos soube e pôde experimentar os bens desta vida, a ponto de fazer deles a mais universal e exata experiência antes de morrer, foi o REI SALOMÃO (Ecl.4,2)! "Eu felicito os mortos que já morreram mais que os vivos que ainda vivem". É como se tivesse dito: Se houvera de orar pelos mortos e pelos vivos, aos mortos havia de dar os parabéns e aos vivos havia de dar os pêsames. Senão vejamos: quando Cristo soube da morte de Lázaro (Jo.II,14 s), ele disse: "Lázaro está morto e me alegro". Chegando à sua sepultura não só chorou mas mostrou que o coração se lhe angustiava (ibid.35). Notável caso! Quando perde o amigo não chora, mas chora quando o há de o ter outra vez consigo! Por que Cristo se alegra com a morte de Lázaro e se entristece com a sua ressurreição? O Padre Antônio Vieira assim o explica: "Diante de Lázaro morto, mas sabendo que o iria ressuscitar, ele se alegrou, porque estando Lázaro já livre dos trabalhos, das misérias e dos perigos da vida com a própria morte, a todos faria bem a ressurreição de Lázaro. Um bem adviria a Deus, por por ter sido para sua glória; lucrariam os discípulos de Cristo porque os confirmaria na fé, regozijariam as irmãs Marta e Maria, por terem recobrado o amparo e arrimo de sua família e seria bom para Cristo, por que este manisfestaria mais claramente os poderes de sua divindade. E só pesaria a Lázaro, porque teria sido retirado de seu descanso para voltar ao trabalho, da paz para a guerra, numa palavra: da liberdade em que o tinha colocado a morte para o cativeiro e cativeiros da vida (do sermão do Padre Antônio Vieira (1608-1697).
Cristo se alegrou quando soube da morte de Lázaro, e se entristeceu com a sua ressurreição! Quem mais que todos soube e pôde experimentar os bens desta vida, a ponto de fazer deles a mais universal e exata experiência antes de morrer, foi o REI SALOMÃO (Ecl.4,2)! "Eu felicito os mortos que já morreram mais que os vivos que ainda vivem". É como se tivesse dito: Se houvera de orar pelos mortos e pelos vivos, aos mortos havia de dar os parabéns e aos vivos havia de dar os pêsames. Senão vejamos: quando Cristo soube da morte de Lázaro (Jo.II,14 s), ele disse: "Lázaro está morto e me alegro". Chegando à sua sepultura não só chorou mas mostrou que o coração se lhe angustiava (ibid.35). Notável caso! Quando perde o amigo não chora, mas chora quando o há de o ter outra vez consigo! Por que Cristo se alegra com a morte de Lázaro e se entristece com a sua ressurreição? O Padre Antônio Vieira assim o explica: "Diante de Lázaro morto, mas sabendo que o iria ressuscitar, ele se alegrou, porque estando Lázaro já livre dos trabalhos, das misérias e dos perigos da vida com a própria morte, a todos faria bem a ressurreição de Lázaro. Um bem adviria a Deus, por por ter sido para sua glória; lucrariam os discípulos de Cristo porque os confirmaria na fé, regozijariam as irmãs Marta e Maria, por terem recobrado o amparo e arrimo de sua família e seria bom para Cristo, por que este manisfestaria mais claramente os poderes de sua divindade. E só pesaria a Lázaro, porque teria sido retirado de seu descanso para voltar ao trabalho, da paz para a guerra, numa palavra: da liberdade em que o tinha colocado a morte para o cativeiro e cativeiros da vida (do sermão do Padre Antônio Vieira (1608-1697).
sexta-feira, 6 de março de 2015
O EXCEPCIONAL
1. É teu filho. Carrega teu sangue nas veias. / Leva tua imagem no rosto. / Belo / anjo rebelde,/ Puro / anjo anunciador.
// Terá talvez vinte anos / a flux. Vinte anos / de insolência e inocência / de torpor e de espanto. / Mas de fato não conta / senão cinco: é uma criança / perene, secretamente.
//Ardem seus olhos de uma luz / de fria indormida estrela / entre cerrados musgos. / Olha e não se sabe o que vê: / a pátria dos que não têm pátria / a despedida do porvir / a miragem de quem ficou / destituído de algo / que antes de ser já foi... // A seus moucos ouvidos / todas as palavras são vãs / no auge da compulsão, / no escaninho da lábia. / E PARA QUE PALAVRAS / se a música interna envolve / a canção anterior ao nascimento / e ao ritmo das águas vindo / imemorial para o tempo? // Caminha sem pejo desnudo / incógnito / isento / incônscio / do bem e do mal. Sua cabeça // gira-girando aos horizontes / no alto mastro às escuras / é um santelmo - indicia / mas ignora o perigo // É cego quem o reconhece / não só no sorriso alvar. / Esse menino perdido / em meio à turba que o rejeita / e subtrai de remorso / a remorso em cadeia / /é o deus menino por acaso / encontrado no templo // - intacto de todo o efêmero". Henriquetq Lisboa ("Miradouro e outros poemas").
1. É teu filho. Carrega teu sangue nas veias. / Leva tua imagem no rosto. / Belo / anjo rebelde,/ Puro / anjo anunciador.
// Terá talvez vinte anos / a flux. Vinte anos / de insolência e inocência / de torpor e de espanto. / Mas de fato não conta / senão cinco: é uma criança / perene, secretamente.
//Ardem seus olhos de uma luz / de fria indormida estrela / entre cerrados musgos. / Olha e não se sabe o que vê: / a pátria dos que não têm pátria / a despedida do porvir / a miragem de quem ficou / destituído de algo / que antes de ser já foi... // A seus moucos ouvidos / todas as palavras são vãs / no auge da compulsão, / no escaninho da lábia. / E PARA QUE PALAVRAS / se a música interna envolve / a canção anterior ao nascimento / e ao ritmo das águas vindo / imemorial para o tempo? // Caminha sem pejo desnudo / incógnito / isento / incônscio / do bem e do mal. Sua cabeça // gira-girando aos horizontes / no alto mastro às escuras / é um santelmo - indicia / mas ignora o perigo // É cego quem o reconhece / não só no sorriso alvar. / Esse menino perdido / em meio à turba que o rejeita / e subtrai de remorso / a remorso em cadeia / /é o deus menino por acaso / encontrado no templo // - intacto de todo o efêmero". Henriquetq Lisboa ("Miradouro e outros poemas").
quinta-feira, 5 de março de 2015
"MASSA" = INIMIGA DA DEMOCRACIA
Segundo a MENSAGEM NATALINA de 1944, A "MASSA" é a principal inimiga da DEMOCRACIA, de seu ideal de LIBERDADE. Num POVO digno de tal nome o CIDADÃO SENTE EM SI mesmo a consciência de seus direitos e de seus deveres, da própria liberdade conjugada com o respeito da dignidade e liberdade alheia. Num POVO digno de tal nome todas as desigualdades não arbitrárias mas derivadas da mesma natureza das coisas, desigualdades de cultura, posses, posição social (sem prejuízo, claro, da justiça e da caridade) não são de modo algum obstáculo à existência e ao predomínio de um autêntico espírito de comunidade e de fraternidade. Pelo contrário, longe de lesar de algum modo a igualdade civil, lhe conferem o seu legítimo significado: isto é, que, defronte ao Estado, cada qual tem o direito de viver honradamente a própria vida pessoal, no lugar e nas condições em que os desígnios e disposições da Divina Providência o tiverem colocado. Num POVO governado por mãos honestas e providentes, que espetáculo oferece um Estado democrático entregue ao capricho da MASSA! a Liberdade, enquanto dever moral da pessoa, se transforma numa pretensão tirânica de dar desafogo livre aos impulsos e apetites humanos em detrimento dos outros. A igualdade degenera em nivelamento mecânico, numa uniformidade monocroma: sentimento de verdadeira honra, atividade social, respeito da tradição , dignidade, numa palavra, tudo o que dá à vida o seu valor pouco a pouco definha e desaparece. E sobrevivem apenas: de uma parte, as vítimas iludidas pela fascinação aparente da democracia, ingenuamente confundida com o genuíno espírito democrático e com a liberdade e igualdade; e, doutra parte, os aproveitadores mais ou menos numerosos que souberam por meio da força do dinheiro ou da organização assegurar para si sobre os outros uma condição privilegiada e o mesmo poder" (Pio XII, "Mensagem de natal" de 1944).
Segundo a MENSAGEM NATALINA de 1944, A "MASSA" é a principal inimiga da DEMOCRACIA, de seu ideal de LIBERDADE. Num POVO digno de tal nome o CIDADÃO SENTE EM SI mesmo a consciência de seus direitos e de seus deveres, da própria liberdade conjugada com o respeito da dignidade e liberdade alheia. Num POVO digno de tal nome todas as desigualdades não arbitrárias mas derivadas da mesma natureza das coisas, desigualdades de cultura, posses, posição social (sem prejuízo, claro, da justiça e da caridade) não são de modo algum obstáculo à existência e ao predomínio de um autêntico espírito de comunidade e de fraternidade. Pelo contrário, longe de lesar de algum modo a igualdade civil, lhe conferem o seu legítimo significado: isto é, que, defronte ao Estado, cada qual tem o direito de viver honradamente a própria vida pessoal, no lugar e nas condições em que os desígnios e disposições da Divina Providência o tiverem colocado. Num POVO governado por mãos honestas e providentes, que espetáculo oferece um Estado democrático entregue ao capricho da MASSA! a Liberdade, enquanto dever moral da pessoa, se transforma numa pretensão tirânica de dar desafogo livre aos impulsos e apetites humanos em detrimento dos outros. A igualdade degenera em nivelamento mecânico, numa uniformidade monocroma: sentimento de verdadeira honra, atividade social, respeito da tradição , dignidade, numa palavra, tudo o que dá à vida o seu valor pouco a pouco definha e desaparece. E sobrevivem apenas: de uma parte, as vítimas iludidas pela fascinação aparente da democracia, ingenuamente confundida com o genuíno espírito democrático e com a liberdade e igualdade; e, doutra parte, os aproveitadores mais ou menos numerosos que souberam por meio da força do dinheiro ou da organização assegurar para si sobre os outros uma condição privilegiada e o mesmo poder" (Pio XII, "Mensagem de natal" de 1944).
quarta-feira, 4 de março de 2015
ÚLTIMA MENSAGEM DE NATAL EM GUERRA: 1944
"É já pela sexta vez, desde o início dessa guerra horrível, que a Santa Liturgia do Natal saúda-nos com palavras cheias de paz serena a vinda a nós de Deus Nosso Salvador. Ao fundo dos corações entenebrecidos, aflitos e abatidos, desce, invadindo-os todos, uma grande torrente de luz e alegria. As frontes inclinadas se levantam serenas, porque o Natal é a festa da dignidade humana, a festa do "comércio admirável, pelo qual o Criador do gênero humano, tomando um corpo vivo, se dignou nascer da Virgem, e com sua vinda nos deu sua divindade". E infelizmente também desta sexta vez a aurora do Natal surge sobre os campos de batalha cada vez mais extensos, sobre cemitérios em que se acumulam cada vez mais numerosos os despojos das vítimas sobre terras desertas, onde raras torres vacilantes indicam em sua silenciosa tristeza as ruínas de cidades outrora florescentes e prósperas, e onde os sinos caídos ou roubados já não despertam seus habitantes com seu alegre coro de Natal. Donde deriva uma primeira conclusão prática. O Estado não contém em si, e não reúne mecanicamente, em dado território, uma aglomeração amorfa de indivíduos. Ele é e deve ser realmente a unidade orgânica e organizadora de um verdadeiro povo. Povo e multidão amorfa ou, como se costuma dizer, "massa", são dois conceitos diversos. O povo vive e move-se por vida própria; massa é de si inerte, e não pode mover-se senão por um agente externo. O povo vive da plenitude da vida dos homens que o compõem, cada um dos quais, no próprio lugar e do próprio modo, é uma pessoa consciente das próprias responsabilidades e das próprias convicções. A massa pelo contrário espera uma influência externa, brinquedo fácil nas mãos de quem quer que jogue com seus instintos ou impressões, pronta a seguir, vez por vez, hoje esta, amanhã aquela brincadeira. Da exuberância de vida de um verdadeiro povo, a vida se difunde abundante e rica no Estado e em todos os seus órgãos, infundindo neles, con vigor incessantemente renovado, a consciência da própria resposabilidade e o verdadeiro sentido do bem comum. O Estado pode servir-se da força elementar da massa, habilmente manobrada e usada: nas mãos ambiciosas de um só ou de diversos artificialmente agrupados por tendências egoístas, o próprio Estado pode, com o apoio das massas, reduzida a não ser mais que uma simples máquina, impor o seu arbítrio à parte melhor do verdadeiro povo; o interesse comum fica gravemente e por longo tempo golpeado, e a ferida é bem frequentemente de cura difícil. Daí a clara conclusão: a massa qual acabamos de definir é a principal inimiga da verdadeira democracia, e do seu ideal de liberdade e de igualdade"(Pio XII, dezembro de 1944).
"É já pela sexta vez, desde o início dessa guerra horrível, que a Santa Liturgia do Natal saúda-nos com palavras cheias de paz serena a vinda a nós de Deus Nosso Salvador. Ao fundo dos corações entenebrecidos, aflitos e abatidos, desce, invadindo-os todos, uma grande torrente de luz e alegria. As frontes inclinadas se levantam serenas, porque o Natal é a festa da dignidade humana, a festa do "comércio admirável, pelo qual o Criador do gênero humano, tomando um corpo vivo, se dignou nascer da Virgem, e com sua vinda nos deu sua divindade". E infelizmente também desta sexta vez a aurora do Natal surge sobre os campos de batalha cada vez mais extensos, sobre cemitérios em que se acumulam cada vez mais numerosos os despojos das vítimas sobre terras desertas, onde raras torres vacilantes indicam em sua silenciosa tristeza as ruínas de cidades outrora florescentes e prósperas, e onde os sinos caídos ou roubados já não despertam seus habitantes com seu alegre coro de Natal. Donde deriva uma primeira conclusão prática. O Estado não contém em si, e não reúne mecanicamente, em dado território, uma aglomeração amorfa de indivíduos. Ele é e deve ser realmente a unidade orgânica e organizadora de um verdadeiro povo. Povo e multidão amorfa ou, como se costuma dizer, "massa", são dois conceitos diversos. O povo vive e move-se por vida própria; massa é de si inerte, e não pode mover-se senão por um agente externo. O povo vive da plenitude da vida dos homens que o compõem, cada um dos quais, no próprio lugar e do próprio modo, é uma pessoa consciente das próprias responsabilidades e das próprias convicções. A massa pelo contrário espera uma influência externa, brinquedo fácil nas mãos de quem quer que jogue com seus instintos ou impressões, pronta a seguir, vez por vez, hoje esta, amanhã aquela brincadeira. Da exuberância de vida de um verdadeiro povo, a vida se difunde abundante e rica no Estado e em todos os seus órgãos, infundindo neles, con vigor incessantemente renovado, a consciência da própria resposabilidade e o verdadeiro sentido do bem comum. O Estado pode servir-se da força elementar da massa, habilmente manobrada e usada: nas mãos ambiciosas de um só ou de diversos artificialmente agrupados por tendências egoístas, o próprio Estado pode, com o apoio das massas, reduzida a não ser mais que uma simples máquina, impor o seu arbítrio à parte melhor do verdadeiro povo; o interesse comum fica gravemente e por longo tempo golpeado, e a ferida é bem frequentemente de cura difícil. Daí a clara conclusão: a massa qual acabamos de definir é a principal inimiga da verdadeira democracia, e do seu ideal de liberdade e de igualdade"(Pio XII, dezembro de 1944).
MENSAGEM DO NATAL DE 1940
Muito gravados na mente e na alma os dois primeiros anos da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). De possa ainda de alguns exemplares do "O DIÁRIO", jornal católico de Belo Horizonte, eu os vendia nas ruas De Cima e De Baixo na cidade em que nasci, que saudosos minutos de leitura, por exemplo, das enciclícas primeiras do então recente papa PIO XII (1939-1958). Aqui transcrevo a "Exortação à Oração" da Mensagem do Natal de 1940: "No momento por todos desejado, a juízo humano ainda imperscrutável, em que se calarão as armas, e se inscreverão nos parágrafos do tratado de paz os efeitos deste gigantesco conflito, Nós desejamos que a humandade, e aqueles que lhe abrirão os caminhos do progresso, estejam tão amadurecidos no espírito e sejam de tal capacidade de ação que aplainem o terreno para o advento duma sólida, verdadeira e justa nova ordem. São os pressupostos indispensáveis para tal nova ordem: A vitória sobre o ódio que hoje divide os povos; a Vitória sobre a desconfiança que pesa e oprime o direito internacional, "Justitiae soror incorrupta fides", fidelidade na observância dos pactos; a Vitória sobre o funesto princípio de que a utilidade é a base e a regra dos direitos, que a força cria o direito; a Vitória sobre aqueles germes de conflito que são as divergências no campo da economia mundial; a Vitória sobre o espírito de frio egoísmo, o qual , confiado na força, facilmente acaba por violar não menos a honra e a soberania dos estados do que a justa, sã e disciplinada liberdade dos cidadãos. Possam os espíritos daqueles, de cuja perspicácia, força de vontade, providência e moderação dependerá a felicidade ou infelicidade dos povos, deixar-se guiar pela luz da bem conhecida sentença: "Bis vincit qui se vincit in victoria!" (Duas vezes vence quem se vence na vitória"). Com estas ansiosas palavras nos lábios e esta intenção no coracão, a vós, Veneráveis Irmãos e diletos Filhos, especialmente às vítimas da guerra de todas as nações, damos com paternal afeto a Bênção Apostólica, como penhor da Graça Divina".
Muito gravados na mente e na alma os dois primeiros anos da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). De possa ainda de alguns exemplares do "O DIÁRIO", jornal católico de Belo Horizonte, eu os vendia nas ruas De Cima e De Baixo na cidade em que nasci, que saudosos minutos de leitura, por exemplo, das enciclícas primeiras do então recente papa PIO XII (1939-1958). Aqui transcrevo a "Exortação à Oração" da Mensagem do Natal de 1940: "No momento por todos desejado, a juízo humano ainda imperscrutável, em que se calarão as armas, e se inscreverão nos parágrafos do tratado de paz os efeitos deste gigantesco conflito, Nós desejamos que a humandade, e aqueles que lhe abrirão os caminhos do progresso, estejam tão amadurecidos no espírito e sejam de tal capacidade de ação que aplainem o terreno para o advento duma sólida, verdadeira e justa nova ordem. São os pressupostos indispensáveis para tal nova ordem: A vitória sobre o ódio que hoje divide os povos; a Vitória sobre a desconfiança que pesa e oprime o direito internacional, "Justitiae soror incorrupta fides", fidelidade na observância dos pactos; a Vitória sobre o funesto princípio de que a utilidade é a base e a regra dos direitos, que a força cria o direito; a Vitória sobre aqueles germes de conflito que são as divergências no campo da economia mundial; a Vitória sobre o espírito de frio egoísmo, o qual , confiado na força, facilmente acaba por violar não menos a honra e a soberania dos estados do que a justa, sã e disciplinada liberdade dos cidadãos. Possam os espíritos daqueles, de cuja perspicácia, força de vontade, providência e moderação dependerá a felicidade ou infelicidade dos povos, deixar-se guiar pela luz da bem conhecida sentença: "Bis vincit qui se vincit in victoria!" (Duas vezes vence quem se vence na vitória"). Com estas ansiosas palavras nos lábios e esta intenção no coracão, a vós, Veneráveis Irmãos e diletos Filhos, especialmente às vítimas da guerra de todas as nações, damos com paternal afeto a Bênção Apostólica, como penhor da Graça Divina".
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