sábado, 7 de junho de 2014

quinta-feira, 5 de junho de 2014

SEIS  DE  JUNHO  DE  1944: "O  DIA  D"

De surpresa, no dia 06/06/1944, 185.000 soldados americanos, ingleses e canadenses desembarcam  na Normandia, no litoral norte da França, sob o comando do general Eisenhower.  Sob o peso de equipamento na mochila, rifles  em punho, as tropas aliadas avançam  sobre as praias do litoral francês. Acima de suas cabeças milhares de aviões fazem a varredura do espaço aéreo atacado.  Em todo o horizonte milhares de embarcações enfileiram  colossais portos artificiais, atracados nas praias, deixando pessoal e equipamentos na Gália, enfim invadida. De volta na Europa os ALIADOS, na mira de tentar acabar com o jugo nazista. Embora prometido tempo favorável dia 06/05, dia 05/05 ele fora adverso, Montgomery, do Exército, e Ramsey, da Marinha, concordaram com o ataque nesse dia. Eisenhower sabia que novo adiamento levaria o ataque para no mínimo 19 de junho, e milhres de soldados, por mais de 50 horas em alerta, aguardavam  prontos o desembarque.  Às 4 horas da madrugada do dia 06 de junho os três líderes militares reunidos com Eisenhower em Portsmmouth, Inglaterra, ouviram seu comandante em sua última decisão:  "NÃO  VEJO   COMO  PROCEDER  DE  OUTRA  FORMA! OK, VAMOS  LÁ! Com a destruição das fortificações alemãs em Merville, numa das mais sangrentas batalhas da jornada, ao anoitecer do dia 06/06/1944, os dois flancos da invasão estavam garantidos (Abril coleções,  70 anos da Guerra Mundial, vol.26).
c`oesções  

quarta-feira, 4 de junho de 2014

PROCURA-SE  UMA  ESCOLA  EM  BONFIM

RENATO  TRIGUEIRO, autor do documentário "MUSEU de CABECEIRA - BONFIM/MG, prestou à comunidade da cidade mineira de BONFIM valiosa e histórica colaboração, citando em sua obra os estabelecimentos escolares no passado existentes na cidade. E tece comentários preciosos sobre o COLÉGIO TRIGUEIRO, fundado em 1902 e que encerrou  as portas em 1946. Como nosso país, apenas há bem pouco, despertou para o culto de nossas memórias, não é de admirar-se caso acontecimentos e fatos importantes, esquecidos ou perdidos nas dobras do tempo, somente hoje venham à tona, ilustrando e enriquecendo o progresso de nossas cidades. Nesta linha de reflexão, por algum justo motivo, o autor da citada obra não se  referiu à existência de uma escola existente em Bonfim na primeira década do século passado. O professor ANTÔNIO LARA RESENDE, pai de nosso literato Oto Lara Resende e fundador do Instituto Padre Machado em São João Del Rei, hoje em Belo Horizonte, narra em seu livro "MEMÓRIAS 1, DE BELO VALE AO CARAÇA" que em 1905  FORA PELO PAI ENCAMINHADO À CIDADE DE BONFIM, COM A FINALIDADE DE matricular-se  no já bastante conhecido COLÉGIO TRIGUEIRO. Ocorre que, residindo na casa de um primo e padrinho em Bonfim,  o protetor, em vez de o matricular no colégio intencionado pelo afilhado, matriculou-o em 1906 na 'ESCOLA  PÚBLICA de MESTRE GRACIANO GOMES CALCADO" QUE O GAROTO FREQUENTOU POR CERCA DE OITO MESES (PAG.  325). Escreveu ainda que "Trinta anos teria ele, quando em Bonfim me fiz discípulo seu. Nunca deixou de se corresponder comigo desde quando,  nove anos após nos havermos separado lhe dei notícia de estar  lecionando  no Ginásio Santo Anrônio em São João Del Rei". E prosseguiu, tecendo sinceros elogios à figura de seu guru, Graciano, "não tendo conhecido sonhador maior do que Mestre Graciano. Que sonhava, planejava, projetava, como se tivesse pela frente milênios ainda de vida, e facilidades para tudo pôr em ordem".  Finalmente declarou que, em 1948, residindo então em BeloHorizonte, soube que Graciano estava  internado na Santa Casa de Misericórdia, numa enfermaria geral. Visitou-o por duas vezes. Da segunda, fora comunicar-lhe  que iria ser transferido para um apartamento particular. Já era tarde. Faleceu na presença do ex-aluno em Bonfim. Face ao descobrimento do novo colégio na cidade de Bonfim, de cuja existência jamais ouvi qualquer referência, imponho, com o máximo respeito e sincera amizade, ao festejado historiador RENATO  TRIGUEIRO o "dever" de descobrir, escavando os subterrâneos de nosso  torrão   querido, o que por ventura existe sobre essa ESCOLA  PÚBLICA do Mestre Graciano Gomes Calcado, face ao que escreveu em sua obra na página 82: "Em face da boa qualidade do ensino do COLÉGIO  TRIGUEIRO o Governo de Minas abriu oficialmente exceção etc.", o que por certo se aplicou à escola do MESTRE GRACIANO, tão recomendado pelo ex-aluno fundador do INSTITUTO  PADRE  MACHADO em São João Del Rei, atualmente em mãos de uma congregaçào religiosa em Belo Horizonte.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

MADRE   MARIA   TERESA   AMOROSO   LIMA

Somente há três anos soube do falecimento, dia 01/07/11,  de Madre Maria Teresa, abadessa da Abadia Santa Maria, São Paulo, filha de Tristão de Athayde. Aquele ambiente de "silêncio, solidão e santidade" foi o segundo lar de Maria Teresa desde os 23 anos de idade até os 82, tendo ali exercido o cargo de abadessa nos  últimos 33 anos de vida. Para conhecer um pouco o segundo ambiente na terra de Lia Amoroso Lima, eis a transcrição de bela página deixada em 24/11/1961 pelo pai no livro "Adeus à Disponibilidade", sob o título "O Tronco Partido".  "Naquela noite choveu torrencialmente em São Paulo. A comunidade inteira velava um corpo inerte que pouco antes envolvera a alma sobranceira da Fundadora. Era a mulher forte que, em 1911, levantara aquela casa precisamente meio século atrás: MADRE    GERTRUDES RUDGE  DA   SILVA  PRADO, fundadora da primeira abadia de monjas contemplativas no Continente Americano. Madre Gertrudes deixara em 1907 a vida fácil de moça rica pela vida dura de enclausurada. Ela enxergara longe; quando hoje a casa é pequena para conter as jovens que batem à sua porta é que se compreende o alcance da jovem aristocrata. Enquanto seu corpo agonizava, um velho pinheiro, ao vento do espírito que soprava a tênue luz da vela viva a se extinguir na cela humilde da abadia, respondia lá fora o rijo noroeste que ia arrancando o velho pinheiro do solo fofo onde, quem sabe, a jovem monja o plantara um dia.  Quando a vela se apagou, o tronco também cedeu.  Ninguém deu pela queda. Na manhã seguinte, quando o corpo da fundadora era levado solenemente à capela, é que uma jovem freira encontrou o tronco caído. A árvore acompanhara a jardineira. Os dois troncos tombaram ao mesmo tempo". Mas não morriam. A vida apenas mudava. Não era tirada de vez, nem das árvores nem da pessoa. Enquanto  a vida verdadeira se eterniza na glória, o velho tronco vegetal ainda hoje resiste a novas ventanias e aguaceiros. O símbolo da milenar abadia de Monte Castelo revive ali a dois passos da sempre agitada Avenida Paulista: um tronco cortado cerce de onde brotam novos ramos verdes. É por isso que o trabalho da porteira é tão grande. É por isso que a campainha da entrada não cessa de tinir. É que a vida que ali se vive, a das árvores, a dos passarinhos ou a das sombras humanas que deslizam silenciosamente pelo claustro, é a vida verdadeira e que não cessa: a vida da perfeita entrega a Deus".

domingo, 1 de junho de 2014

HERMENEGILDO   RODRIGUES  de  BARROS

Este ministro do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nasceu em Januária, norte de Minas, no dia 31/08/1866.  Cursou humanidades no Colégio do Caraça, Minas, e no Colégio Almeida Martins, no Rio.  Bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais na Faculdade de Direito de São Paulo em 15/11/1886.  Organizada a magistratura mineira, foi nomeado juiz de direito de Carmo do Paranaíba, Minas, donde foi removido para a cidade de Bonfim, Minas, assumindo o ofício em 31/01/1897, e pouco depois o de Palmira, em abril de 1898. Um ano depois foi promovido para a comarca de Ubá, Minas, tendo tomado posse no dia 01/08/1899. Em 23/06/1919 foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal, tomando posse no dia 26 de julho seguinte.  Eleito Vice-presidente do STF no dia 01/04/1931, e reeleito em 02/04/1934. Com o advento da Constituição Federal de 1934, e por determinação desta, a presidência do STF passou a pertencer-lhe, o que lhe valeu exercer essa função até ser extinta com a Constituição do Estado Novo, 1937. Foi aposentado por decreto de 16/11/1937. Faleceu no Rio de Janeiro no dia 24/09/1955.