quarta-feira, 8 de maio de 2013

NOVA  CONQUISTA  DA  LUA

A RÚSSIA pretende reiniciar a conquista da LUA a partir de 2015. Para tal se prepara para o lançamento de três sondas não tripuladas com a finalidade de investigar o solo lunar. A primeira sonda, em 2015, "Luna-Glob-1", cuidará do desenvolvimento da plataforma de aterrissagem. No ano seguinte, 2016, a "Luna-Glob-2" terá a incumbência de refazer o caminho da primeira sonda. Em 2017 será acionado um módulo de aterrissagem pesado, "Luna-Ressurce", dispondo de um amplo aparato de instrumentos científicos, ao qual será acoplado um minimódulo lunar de fabricação indiana. O custo do projeto gira em torno de 351 milhões de euros. Como se sabe, a União Soviética foi o primeiro país a lançar um satélite artificial e a realizar um vôo espacial tripulado, embora os Estados Unidos tenham sido o primeiro país que pisou no solo da Lua. O presidente norte-americano, John Kennedy, quando tomou posse, sugeriu à União Soviética e aos Estados Unidos colaborassem na exploração do espaço. Nikita Khruschov, por estar seu país bem mais à frente dos Estados Unidos na busca de tal empreendimento, não aceitou o convite. Assim, a América do Norte marchou sozinha na conquista da Lua, coroando-se seus esforços em julho de 1969. Estas informações foram colhidas na FOLHA DE SÃO PAULO, Informe Comercial, de 08/05/13, sob o título "LUA, UM LUGAR PARA SE VIVER EM PAZ".

terça-feira, 7 de maio de 2013

CONFISSÃO DE UM SACERDOTE Ordenado sacerdote no dia 19/03/1953, o Padre José Luis Martin Descalzo deixou no diário que iniciara a primeiro de janeiro de 53 os seguintes pensamentos sobre a primeira missa que no dia 19/03 celebraria: "Colocando-se uma hóstia consagrada diante de um foco de luz, forçosamente Deus será enxergado!"" Os Sacerdotes deveriam ficar cegos depois da primeira missa celebrada!" "Não entendo por que os músicos não teriam ainda transformado a campainha num instrumento solista de orquestra!"As velas da última missa que for celebrada no mundo permanecerão ardendo por toda a eternidade!" "O missal morre de ciúmes do sacerdote, pois conhece todas as palavras dele mas não pode proferi-las!""Os sacerdotes que morrerem celebrando missa não serão julgados imediatamente, porque a missa não pode ser interrompida. Terão que terminá-la no céu (não vão terminá-la no inferno, claro!) e logo deverão ficar no céu forçosamente, porque do céu não se pode sair!" "Deus, antes de produzir os dedos de Adão teve que ensaiar muito para que a hóstia guardasse uma estética perfeita entre as mãos." As lágrimas choravam de raiva no Antigo Testamento: sentiam-se inúteis! Na noite de quinta-feira santa, porém, compreenderam que serviam para alguma coisa!" "A noite luta desesparadame com o amanhecer, porque não se conforma em deixar de ouvir missa. Mas o alvorescer as quer todas para si. Apenas no Natal a noite se sente à vontade e se regozija em poder ouvir três missas seguidas!" "Se não fosse por multilocação, o corpo de Cristo protestaria sem parar. O telefone não lhe daria descanso, porque a cada minuto o chamariam de um altar". "Até a "pedra-dara" teve a sua anunciação: "...e bendita és tu entre todas as pedras-dara!" Por minha conta recordo o verso do amigo falecido Bélchior da Silva: "Quando morre um padre a gente // devia piedosamente // do braço cortar-lhe a mão // e depositá-la qual tesouro // num relicário de ouro // exposta à veneração!".

segunda-feira, 6 de maio de 2013

REFORMA DA CURIA ROMANA O papa FRANCISCO publicou no dia 15/04/13 uma mensagem bastante alvissareira. Um mês exato depois de sua escolha como Sumo Pontífice, anunciou a constituição de um grupo de 8 cardeais de todos os continentes para "aconselhá-lo no governo da Igreja" e estudar um projeto de reforma da Constituição Apostólica "Pastor Bonus" sobre a Cúria Romana, promulgada em 1988 pelo papa João Paulo II. Essa Constituição tinha determinado o funcionamento da Cúria Romana, 25 anos passados. A decisão do papa Francisco era esperada e desejada por numerosos cardeais. O grupo dos cardeais-conselheiros contará com 8 membros, um apenas pertencente à Cúria Romana, além de um bispo exercendo a função de secretário. Procedem de 8 países dos 5 continentes. Num comunicado a Secretaria de Estado do Vaticano cita os nomes das cidades, e dos respectivos cardeais: Cidade do Vaticano, Santiago do Chile, Bombain, Munique, Kinshaua, Boston, Sidney, Teguciqalpa, Albano. A primeira reunião do grupo foi fixada para o dia primeiro ao dia três de outubro pelo padre Federico Lombardi, na sala de imprensa da Santa Sé. A criação do grupo havia sido convocada por ocasião das Congregações Gerais, antes do conclave: dessa forma, "o Papa quis demonstrar que entendera as sugestões do Colégio Cardinalício, acrescentando: "O Grupo terá uma função do tipo consultivo e não decisório".

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Confissão de um sacerdote - 2

Este blog continua o assunto do precedente. Quem escreveu o livro em questão foi o Padre José Luis Martín Descalzo, falecido em Madrid em 1991 em pleno exercício de sua missão sacerdotal. Depois que o bispo impôs as mãos sobre cada um dos 80 seminaristas ajoelhados em semicírculo, foi a vez de todos os sacerdotes presentes. "Foi um momento cheio de vida em que compreendi o mundo, a razão das coisas, o cerne da existência. Esfregava as mãos com carinho, sem poder duvidar de que minhas mãos daqui a pouco seriam mãos de Cristo. Os sacerdotes com as mãos ainda sobre nós à maneira de um teto, em meio a um silêncio o bispo rezou: "Rogamos, irmãos diletíssimos, a Deus Pai, multiplique seus dons celestiais sobre estes seus servos escolhidos para o ofício do PRESBITERADO e que com sua ajuda consigam obter todos os efeitos desses dons que de sua bondade recebem. Suplicamos-te, Senhor, que nos escutes e infundas nos corações destes servos a bênção do Santo Espírito e a força da graça sacerdotal. Que sejam diligentes cooperadores de nossa ordem episcopal, brilhe neles toda a justiça, para que, havendo de prestar contas do ministério confiado, consigam o prêmio da eterna bemaventurança". Durante estas orações minha alma começou a apaziguar-se. Que serenidade ao contemplar então a Senhora no centro do altar! Era eu aquele menino pobre que podia dormir em seu seio, sem que ela estranhasse muito o peso dele! "O consagrante, entoado o "Veni, Creator Spiritus", ajoelhado estendi-lhe minhas duas palmas das mãos unidas que ele ungiu com os santos óleos, fazendo uma grande cruz que ia desde a ponta do indicador de minha mão esquerda até a ponta do indicador da direita, e desde a ponta do indicador da direita até a palma da esquerda. Durante isto, o bispo dizia: "Dignai-vos, Senhor, consagrar e santificar estas mãos, para que tudo que bendizerem fique bento e tudo que consagrar permaneça consagrado e santificado. "Juntei então minhas palmas sentindo a suavidade do azeite, unindo-as um colega meu com a fita preparada por minha irmã". E o bispo continuou: "Receba o poder de oferecer sacrifícios a Deus e de celebrar missas tanto pelos vivos como pelos mortos. Fomos à sacristia, purificamos as mãos e voltamos ao altar, já completamente paramentados. Participamos da missa celebrada pelo bispo, como sacerdotes recém ordenados. A partícula que o bispo nos deu no momento da comunhão fazia parte da hóstia que nós, recém ordenados padres, havíamos consagrado momentos antes. Nunca me foi tão fácil crer como naquela manhã, com as mãos perfumadas de mistérios".

CONFISSÃO DE UM SACERDOTE

Descobri na revista carioca "A ORDEM", pp. 84, de 12/1957, o comentário do livro "UN CURA SE CONFIESA", feito PELO monje beneditino, Dom Marcos Barbosa. Prestes a terminá-lo, regozijo-me bastante com a leitura, visto trazer algo que lança luzes, quase diria proféticas, relacionadas ao problema atualíssimo em torno do celibato eclesiástico. Pretendo oportunamente tecer comentários a respeito. Hoje apenas apresento aos meus possíveis seguidores a tradução de um dos trechos entre tantos que o autor JOSÉ LUIS MARTIN DESCALZO (1930-1991), num estilo atraente e poético, nos deixou em páginas emocionantes, descrevendo momentos vividos pouco antes de receber a unção sacerdotal. "No dia 19/03/1953, na capela da igreja, em Roma, fomos chamados um a um (eram 80 candidatos). Respondíamos ao ouvir o convite pessoal: ADSUM, isto é, Presente!" Minha entrega a Deus já estava realizada. Quando estávamos todos colocados em semicírculo diante do bispo, o colega Jaime pediu a palavra "em nome da Igreja" que nos ordenasse sacerdotes, inquirindo ao bispo: "Sabes se somos dignos?" Resposta do superior do seminário: "Até onde permite a fragilidade humana atesto que sim!" Em seguida falou o bispo consagrante, dirigindo-se primeiro às pessoas presentes: "Sabeis, meus irmãos, que a todos interessa que o barco da Igreja é dirigido por bons pilotos. Por isso, se algum de vós tem algo a dizer sobre algum dos que vão ser ordenados, que se aproxime e o diga sem temor!"Depois de alguns segundos, o bispo se dirigiu a nós: "Filhos diletíssimos, que ireis receber o presbiterado, cuidai bem de recebê-lo com dignidade e de exercê-lo com esmero. Porque é próprio do sacerdote oferecer o Santo Sacrifício, benzer, presidir, batizar. Para se atingir um degrau tão alto deve-se subir com profundo temor e devem os escolhidos estar cheios de sabedoria celestial, de bons costumes e de virtudes. Os ministros da Igreja devem ser perfeitos na FÉ e nos atos, e estarem fundamentados na virtude da dupla caridade, a saber, no amor ao próximo e no amor de Deus. Ponderai bem o que ides fazer, imitai o que trazeis entre as mãos (uma fita entrelaçando uma mão na outra) de forma que, celebrando o mistério da morte do Senhor, procureis mortificar vossa carne, afastando-vos dos vícios e de toda concupiscência. Que vosso ensinamento sirva de remédio espiritual aos fieis. Que o perfume de vossa vida faça as delícias da Igreja de Cristo, de tal modo que com com vossa pregação e com vosso exemplo edifiqueis a casa de Deus. Que nem eu por vos haver elevado a tão alto degrau, nem vós por haverdes aceitado ofício tão sublime, mereçamos ser condenados pelo Senhor, mas ao contrário sejamos bastante recompendados. Que Ele por meio de sua Graça no-lo conceda!!