sexta-feira, 17 de junho de 2011

CORAÇÃO DE OURO - PEITO DE FERRO

FRANCISCO IGLESIAS (1923/1999), insigne historiador mineiro, natural de Pirapora, escreveu que "duas instituições de ensino têm importância decisiva na vida de Minas Gerais: o CARACA e A ESCOLA DE OURO PRETO ( GORCEIX). Elas realizaram em certa época trabalho expressivo em matéria de educação, valendo pelo que foi feito no preparo de pessoal e pelo acento de originalidade dado à vida da área. Daí o seu relevo, justificativo de atenções. MAIS QUE SIMPLES ESCOLAS SÃO UNIDADES FORMADORAS DE DETERMINADA MARCA REGIONAL". CLAUDE HENRI GORCEIX, geólogo, mineralogista, físico, matemático, nasceu na França em 19/10/1842 na cidade de Saint-Denis-des-Murs. Lecionou na Grécia desde 1869 até o início da guerra prussiana, quando regressou a seu país. Em 1871, foi estudar no Mar Egeu os efeitos do vulcão Nizyros em sua nova erupção. Em 1874 aceitou o convite do nosso Imperador, Pedro II, para fundar a Escoa de Minas em Ouro Preto, tendo sido seu primeiro diretor, além de professor de Mineralogia, Geologia, Física e Química. Em 14/10/1891 exonerou-se de suas funções, voltando para a França. Em 1891 publicou: "Minas Gerais, l`un des états du Brésil". A convite do governo de Minas, em 1896 foi ao Estado Montanhês organizar o ensino agrícola na região. Em 1960 foi criada em Ouro Preto a Fundação Gorceix e em 1973 seus restos mortais foram transladados para Ouro Preto, repousando no Mausoleu de Gorceix, no antigo prédio da Escola de Minas. É o autor inspirado da definição muito querida dos habitantes das Alterosas: "MINAS, UM CORAÇÃO DE OURO NUM PEITO DE FERRO".

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O GNOSTICISMO

No II e III séculos, D.C., logo após os escritos do NOVO TESTAMENTO, surgiram os PADRES APOSTÓLICOS (São Clemente de Roma, falecido em 102 D.C.; Santo Inácio ,bispo de Antioquia, falecido em 107 D.C.; São Policarpo, bispo de Esmirna, falecido em 156 D.C.; Papias, bispo de Hierápolis, falecido em 130 D.C.), assim chamados por terem tido contato direto com os Apóstolos, e os APOLOGETAS, assim chamados os escritores que defendiam a FÉ CRISTÃ, que se aplicavam em desculpar os cristãos das acusações lançadas contra eles, provando que eles eram cristãos. Os CRISTÃOS nos 3 primeiros séculos, tiveram que enfrentar dois tipos de adversários: os PAGÃOS que acusavam os cristãos de constituírem um perigo para o Império Romano, e os GNÓSTICOS. A GNOSE foi uma corrente sincretista, pois fundia entre si elementos das religiões orientais, da mística grega e da revelacão judeu-cristã e que tentara envolver o CRISTIANISMO nesse processo de fusão. Os GNÓSTICOS prometiam aos homens um conhecimento superior ao da simples fé cristã, o qual forneceria a solução dos problemas fundamentais da filosofia: origem do mal, origem do mundo, redenção e felicidade definitiva do homem. No século III, D.C., o GNOSTICISMO entrou numa forma nova e mais durável: o MANIQUEÍSMO. Pregava a existência de um mau princípio, SATÃ, e de um bom Princípio, DEUS. Nos confins de seus Impérios, estão sempre em conflito, o que gera o mundo atual, um composto de bons e de maus elementos. Vê-se assim que o confronto entre a GNOSE e o CRiSTIANISMO nascente foi de grande perigo para este, devendo a IGREJA desenvolver densa apologética representada sobretudo por SãO JUSTINO, SANTO IRINEU, TERTULIANO etc. O critério para se julgar a veracidade das sentenças gnósticas era a CONFORMIDADE ou NÃO destas com oS ENSINAMENTOS da IGREJA DE ROMA ou ROMANA. ESTES ENSINAMENTOS ERAM DECISIVOS pois a COMUNIDADE de ROMA estava fundamentada sobre a PREGAÇÃO e o MARTÍRIO dos dois PRINCIPAIS APÓSTOLOS, PEDRO e PAULO. "É com esta IGREJA (DE ROMA), EM RAZÃO DE SUA MAIS PODEROSA AUTORIDADE DE FUNDAÇÃO QUE DEVE NECESSARIAMENTE CONCORDAR TODA IGREJA, ISTO É, DEVEM CONCORDAR OS FIEIS PROCEDENTES DE QUALQUER PARTE; NELA SEMPRE SE CONSERVOU A TRADIÇÃO QUE VEM DOS APÓSTOLOS".

A IGREJA É APOSTÓLICA - 2

Dizer que a IGREJA é APOSTÓLICA (blog anterior) indica, pois, que ela se origina de CRISTO pelos APÓSTOLOS. A estes, com efeito, CRISTO ordenou: que repetissem o rito não sangrento do Sacrifício da Cruz; que conferissem aos fieis os sacramentos, veículos da graça; que pregassem a doutrina evangélica; que dirigissem os fieis na prática do que mandara; que PEDRO enfim lhe pastoreasse os Cordeiros e Ovelhas. Morto o derradeiro apóstolo, desapareceu essa mediação dos Apóstolos que gozaram de alguns privilégios específicos, destinados APENAS a estabelecer a IGREJA fundada por CRISTO, como: REVELAR verdades novas, ESCREVER obras INSPIRADAS, promulgar alguns SACRAMENTOS. Claro que outros PODERES eram PERDURÁVEIS, portanto transmissíveis aos sucessores dos Apóstolos, pois sempre existiriam homens necessitados do Sacrifício Eucarístico, dos Sacramentos, da pregação, da "pastoração". A transmissibilidade de tais poderes era inegável, se era (e foi) vontade de Cristo que sua IGREJA subsistisse! Donde dizermos que entre os Apóstolos e nós tinha que haver uma CONTINUIDADE ININTERRUPTA. Por isto é que a IGREJA CATÓLICA é na substância idêntica, ou a mesma, IGREJA dos Apóstolos, inaugurada no dia de PENTECOSTES, ou IGREJA APOSTÓLICA. Esta CONTINUIDADE resulta da SUCESSÃO REGULAR DOS LEGÍTIMOS PASTORES, QUE VIERAM SE CONSAGRANDO (ORDENANDO) UNS AOS OUTROS, SEM A MÍNIMA INTERRUPÇÃO, desde o tempo dos Apóstolos que consagraram os primeiros sucessores deles, numa cadeia que, por assim dizer, assegurou o contato físico entre a IGREJA ATUAL e os APÓSTOLOS, e, pelos APÓSTOLOS, o CONTATO com a HUMANIDADE de CRISTO. IMPORTANTE: um argumento, tirado dessa APOSTOLICIDADE da IGREJA, em favor da confirmação de que a IGREJA é também ROMANA, é retirado de um texto de SANTO IRINEU (que foi discípulo de São Policarpo, que, por sua vez, foi discípulo de São João Evangelista, um dos 12 Apóstolos, sendo assim seu testemunho muito precioso), apelando para a DOUTRINA DOS APÓSTOLOS, muito viva em cada igreja fundada pelos Apóstolos. Mas, como estas eram muito numerosas, SANTO IRINEU (135/202 D.C.), para combater uma heresia que surgira, a gnóstica, mostrou que "a IGREJA, muito grande e muito antiga, de todos conhecida, fundada e constituída em ROMA pelos gloriosos APÓSTOLOS PEDRO e PAULO, ensinava que a TRADIÇÃO ( A DOUTRINA) POR ELA RECEBIDA DOS APÓSTOLOS e a FÉ que anuncia aos homens, CHEGARAM ATÉ NÓS POR UMA SUCESSÃO REGULAR DE BISPOS", concluindo: "Porque é com a IGREJA ROMANA, em razão de sua PREEMINÊNCIA SUPERIOR, que deve estar de ACORDO TODA A IGREJA", isto é, todos os fieis, pois nela se conserva a DOUTRINA VINDA DOS APÓSTOLOS numa continuidade sem interrupção. Para melhores esclarecimentos, leia "O MISTÉRIO DA IGREJA", DE PADRE TEIXEIRA LEITE PENIDO, EDT. VOZES).

quarta-feira, 15 de junho de 2011

POR QUE A IGREJA É... APOSTÓLICA?

APOSTOLICIDADE é um caráter ou nota que se aplica à IGREJA fundada por JESUS CRISTO. Por que APOSTÓLICA? Para sabermos que ela se prende a CRISTO através de um laço de CONTINUIDADE ININTERRUPTA, laço social que é, ao mesmo tempo, visível e espiritual. Esta nota ou característica da IGREJA CATÓLICA é tão importante que a distingue de qualquer outra sociedade religiosa que professe prender-se a CRISTO "DIRETAMENTE", sem a existência de uma sociedade intermediária dotada de uma continuidade visível. Como se entende esse laço de "continuidade ininterrupta"? O ponto de partida está na escolha por CRISTO dos DOZE APÓSTOLOS, na sua investidura como representantes de CRISTO, na sua missão solene e no estabelecimento regular de sua sucessão, no que diz respeito à autoridade, de sua tradição no que concerne ao conjunto do grupo. Inicialmente os apóstolos são a IGREJA. Mas hoje não podemos ser a IGREJA, visível e verdadeira sociedade, sem nos prendermos visível e socialmente aos APÓSTOLOS. São estes que constituem a passagem entre nós e Jesus Cristo. Eles são o primeiro elo ou anel humano de tal sorte que, inexistente este primeiro elo, quebrada a continuidade pela não intermediação dos apóstolos, a IGREjA deixaria de ser sucessora dos apóstolos no que diz respeito a autoridade e a tradição da doutrina a ela legada por Cristo. A IGREJA teria perdido a peça-mestra, divina e humana, que é CRISTO, ela deixaria mesmo de umbilicalmente, fundamentalmente, prender-se a Deus. Daí ninguém se espantar por ver a autoridade central da Igreja reivindicar o título de SÉ APOSTÓLICA, e de se dizer que a IGREJA CATÓLICA É APOSTÓLICA. ESTA nota de APOSTOLICIDADE QUE A IGREJA REIVINDICA PARA SI faz com que seja ela autenticamente uma síntese do DIVINO e do HUMANO INAUGURADA NO CRISTO pela encarnação, CONTINUADA EM NÓs POE ESTA ENCARNAÇÃO CONTINUADA, SOCIAL, CHAMADA IGREJA. "Falar em "apostolicidade" da IGREJA, escreve Padre Penido em seu livro "O MISTÉRIO DA IGREJA", significa que o Senhor, havendo consumado sozinho na cruz a nossa salvação, quis aplicar aos homens os frutos da Paixão pelo MINISTÉRIO DOS APÓSTOLOS. Qualificar a IGREJA de "APOSTÓLICA" indica que ela se ORIGINA de CRISTO pelos APÓSTOLOS (Ef.2,20; Apoc.21,14)."

terça-feira, 14 de junho de 2011

INFORMAÇÕES FIDEINUTRIENTES

Se você sente vontade de subir mais alguns degraus na vivência de sua FÉ, leia isto, escrito por Charles Journet a respeito de Jacques Maritain: "Em Genebra só encontrastes opositores. Muitos que não souberam desde o começo reconhecer vossa mensagem perceberam-no com clarividência à medida que iam aparecendo vossos livros: "Arte e Escolástica", "Reflexões sobre a Inteligência", e sobretudo esta obra esplêndida e prodogiosa "DISTINGUIR PARA UNIR". Houve alguém que descobriu vosso coração na "RESPOSTA A JEAN COCTEAU" onde escrevestes que "é preciso ter um espírito rígido e um coração afável". Outro achou no "SONHO DE DESCARTES" a resposta decisiva às questões que o impediam ainda de entrar na Igreja Católica. Poderia citar muitos exemplos desse tipo - o exemplo, entre outros, desses dois estudantes, irmão e irmã - que não são católicos - que, tendo posto em comum suas pequenas economias, para adquirir o "DISTINGUIR PARA UNIR", o lêem alternadamente, iniciando o irmão a leitura pelo começo em que se trata dos conhecimentos científicos e filosóficos, e a irmã pelo fim onde se fala de São João da Cruz e de Santo Agostinho". ATENÇÃO! Medite no que se segue: " Jacques, vós abris portas que nós, PADRES, não podemos abrir. Por causa, sem dúvida, das extraordinárias qualidades que Deus vos deu! Por causa também do sentimento super-profundo que possuís das necessidades concretas de nosso pobre mundo, porque vós o conhecestes da maneira como só o podem fazer aqueles que, dotados ao nascerem de uma alma privilegiada, chegaram, DE FORA, ao interior da IGREJA, à custa, são palavras vossas, "de uma vastidão de miséria de que nem ideia fazem aqueles que tiveram a GRAÇA de nascerem e de crescerem na FÉ". Foi necessário que o Espírito Santo vos tomasse pela mão. Foi assim que, então antigo aluno de Le Dantec e de Bergson, pleno de ciência e de filosofia, vós fostes de repente atirado sobre Léon Bloy, tão diferente de vós, que não tinha gosto nem pela ciência nem pela filosofia, mas em quem reconhecestes desde a primeira abordagem duas grandezas: a da FÉ e a da POBREZA" ("Correspondance-Journet/Maritain", vol.II). A Internet fornece preciosas informações sobre o Cardeal Journet, Maritain e Léon Bloy , que ali esperam por você! Leia também "Deus e os Homens", de P.Van Der Meer de Walcheren" e "As grandes Amizades", de Raissa Maritain.

terça-feira, 7 de junho de 2011

LÍNGUA PORTUGUESA = LÍNGUA LATINA?

"OS LUSÍADAS', poema épico escrito por LUIZ VAZ DE CAMÕES (1525/1580), português nascido em Lisboa no século XVI, narra a descoberta (1498) do caminho marítimo para a ÍNDIA, efetuada por VASCO DA GAMA (1469/1524) e seus marinheiros. O poema está dividido em 10 partes ou cantos, cada um contendo um número variável de estrofes. A obra foi dedicada a DOM SEBASTIÃO (REI de 1557 a 1578), então poderoso Rei de Portugal "cujo alto IMPÉRIO o sol, em nascendo, vê primeiro, e quando desce o deixa derradeiro". Narra o poeta que tudo teve início quando os deuses no Olimpo Luminoso se juntaram em "concílio glorioso sobre as cousas futuras do Oriente"; Júpíter, rei dos deuses, fala então dos "feitos gloriosos dos Filhos de Luso", isto é, dos Lusíadas, dos Portugueses, enaltecendo-lhes a VITÓRIA CONTRA OS MOUROS E OS CASTELHANOS; ENFATIZANDO que, constituindo um país tão pequeno, havia descoberto novos mundos; e mais: que agora, " cometendo o duvidoso mar num lenho leve, por vias nunca usadas a mais se atreve". Nisto, surgiu um entrevero entre os deuses, devido à oposição que o deus Baco fez ao discurso de Júpiter pondo-se logo do início da reunião ao lado dos marinheiros portugueses comandados por Vasco da Gama e os apoiando incondicionalmente. Entra então em cena o deus Marte, talvez porque "um amor antigo o obrigasse", ou porque convencido do valor da gente portuguesa, apelando a Júpiter que não voltasse atrás da determinação que havia tomado, "pois seria fraqueza desisitir-se da cousa começada". " Como isto disse, o Padre poderoso, Júpiter, a cabeça inclinando, consentiu, partindo logo cada um dos deuses para os seus determinados aposentos, depois de feitos seus reais acatamentos". Comentando o desfecho da discussão entre os deuses no Olimpo, o poeta escreve que contra Baco e a favor da decisão já tomada de Júpiter, "sustentava Vênus bela, afeiçoada à GENTE LUSITANA, por quantas qualidades via nela da antiga, tão amada sua, ROMANA: nos fortes corações, na grande estrela que mostraram na Terra Tingitana, E NA LÍNGUA, NA QUAL, QUANDO IMAGINA, COM POUCA CORRUPÇÃO CRÊ QUE É A LATINA". O curioso aqui é que Camões escreve que Vênus admirava tanto a gente romana, que falava a LÍNGUA LATINA, que, ao ouvir os portugueses falarem, Vênus julgava que a língua que eles usavam era a própria língua latina: "E NA LÍNGUA, NA QUAL , QUANDO IMAGINA, COM POUCA CORRUPÇÃO CRÊ QUE É A LATINA" e não, salvo melhor juízo, um dialeto ou uma língua originária, derivada do LATIM.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

06/06/1944 = O DIA MAIS LONGO DO ANO

ÀS 0h,16, exatos 69 anos atrás, dia 06/06/44, pousou no solo francês o primeiro planador com comandantes aliados. Às 5,50, a Costa da Normandia, França, era bombardeada pela frota aliada. Ao mesmo tempo, chuvas de bombas eram despejadas sobre os 8o quilômetros de praias da Normandia. Sinal iminente da invasão. Milhares de lâminas de metal eram lançadas por aviões aliados ao norte, para despistar os alemães, confundindo seus radares. E às 6,30 cerca de 180.000 soldados ingleses, americanos e canadenses punham os pés em território francês. Foi o DIA D, o começo do fim, o dia histórico, o despertar da manhã mais vislumbrada, o amanhecer do sol da esperança que, nas terras da Itália, já enchiam os peitos de nossos Pracinhas, a entoarem nos picos das montanhas do país de São Francisco de Assis os vibrantes versos, até hoje indeléveis de nossos corações adolescenres de então: "Por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá: sem que que leve por divisa este V que simboboliza a VITÓRIA que virá!" Como deixar cair no olvido nomes de alguns dos herois; CHURCHILL, EISENHOWER, MONTGOMERY, PATTON, que, no planejamento e comando dessa invasão, deram o ponta-pé inicial de volta da democracia ao nosso país, com a queda inapelável do ESTADO NOVO! Lamentável, claro que não por responsabilidade sua, ter a internet desbancado, por vezes, a imprensa escrita que, em datas como esta do DIA D, não mais reserva algumas linhas trazendo à tona a recordação de fatos históricos capazes, pela sua natureza, importância, de despertar nossos sentimentos cívicos, patrióticos, brasílicos. Boa pedida seria os avós e pais presentearem seus netos e filhos, ao aflorar-lhes a adolescência, por exemplo no Dia da Criança, com uma coleção ilustrada narrando os fatos que ensinam, que educam, que humanizam e que emolduraram e eternizaram "O DIA MAIS LONGO DO ANO: 06 de JUNHO de 1944".