terça-feira, 13 de julho de 2010
CORRIGINDO
No meu comentário de ontem, 12/07/2010, "Deus ontem, hoje, sempre", a segunda palavra do início: "NÃO PENSE" (isto é: "PENSE") deve ser substituída por "PENSA". O certo, portanto, é:"NÃO PENSA", etc. Como sempre: "error corrigitur ubi coripitur"!
segunda-feira, 12 de julho de 2010
"O SOL É PARA TODOS
Um amigo meu desde os bancos escolares do Colégio de Caraça, 1941 a 1946, quando aí nos submetíamos ao Curso de Humanidades, telefonou-me hoje cedo e, num emocionado desabafo, fez questão que eu participasse de seus sentimentos de alegria e gratidão pelos 50 anos celebrados hoje do "best-seller" americano " O SOL É PARA TODOS". A autora, Harper Lee, viu seu único livro ser classificado como um dos 10 mais importantes publicados no século 20, daí ter sido traduzido em quase 50 idiomas. Além disto, foi levado às telas do cinema em 1962, estrelado por Gregory Peck e premiado com o óscar. E é aqui que se origina a razão do fraternal telefonema de meu velho amigo! Na época, sufocado num drama existencial sem tamanho, chamou-lhe a atenção o título do filme em cartaz no Rio: "O sol é para todos". Nele o pai da menor Scout defende um negro injustamente acusado do estupro de uma mulher branca. Assistindo ao filme, saltou-lhe de inopino a ideia de estudar direito para poder lutar pela defesa dos mais fracos. E mãos à obra! Formando-se aos 40 anos, enfrentou concursos, graças aos quais exerceu função na justiça, na polícia onde comeu o pão que o diabo amassou, pôde casar-se com a única mulher capaz de o suportar e que lhe deu dois filhos homens que muito honram seus genitores e que são pais de um casal de filhos. E o amigo assim concluiu: "hoje, 50 anos de "O SOL É PARA TODOS", contemplo minha existência terrena dividida em duas partes iguais: de 1929 a 1969 a primeira; de 1969 a 2010 a segunda. GRAÇAS A DEUS, ALELUIA! QUE O SOL CONTINUE A NASCER PARA TODOS! AMÉM!
DEUS ONTEM, HOJE E SEMPRE
"Não pense você que um dos meios de iniciar um momento de recatolização do nosso ambiente seria o de fazer propaganda com as mesmas armas que os protestantes já estão empregando com tanto êxito: o folheto barato e distribuído gratuitamente ou a preço muito barato? É preciso habituar esse imbecilíssimo público católico a ler alguma coisa de melhor do que o devocionário de meia tigela!" Assim escreveu Tristão de Athayde a Jackson de Figueiredo em o8/05/1928. O que se julgava eficaz há 80 anos parece-me ter caído, em grande parte, no ridículo. Pois a imitação imaginada pelo missivista foi além: passou-se a copiar as maneiras de agir externamente dos pastores que, sem dúvida, em muitos casos ofuscam a falta de uma abordagem psicológica, caridosa, solidária, numa palavra cristã de nossos membros do clero. Compreende-se: a vida reclusa por anos e anos em seminários interrompia, com prejuízos graves, a formação dos adolescentes e jovens, futuros guias espirituais dos católicos. O clero aos poucos deixou de ser o fermento na massa, o sal da terra. A distância entre pastores e fieis foi-se alargando, a ponto de João XXIII, quebrando amarras, iniciar uma abertura das janelas do Vaticano. E proliferou em nosso maio a literatura católica, houve uma tomada de consciência, o grito de um despertar nas hostes católicas com o Vaticano II. E vem agora, quarenta anos passados do Vaticano II, a palavra do Papa alertando para o ateísmo que se alastra mundo afora. Dizem que Stalin quis saber de que forças dispunha a Igreja para se manter há dois séculos à frente de um batalhão de católicos. Parece-me que há necessidade de irmos atrás desse elemento espiritual, interno, silencioso, autêntico, que, quem sabe, está bem dentro de cada um de nós! "Dirá você que o primeiro a precisar de catequese sou eu mesmo. E, como sempre, você tem razão. E é no que começo a empregar-me. Há tanta coisa a fazer dentro de mim!" Assim escreveu Tristão em 05/10/1928, acrescentando: "O mundo moderno está mais pagão do que Roma no século I. Mas mesmo sem exagero, há mais a fazer na catequese do século XX, do Brasil, do que no século XVI, pois os tupis hoje são infinitamente mais incatequisáveis do que os do século da descoberta!"
quinta-feira, 8 de julho de 2010
ATENÇÃO, SENHORES VEREADORES!
Uma sugestão aos VEREADORES de nossa cidade visando à tranquilidade dos PEDESTRES, quando andarem nas CALÇADAS ou PASSEIOS de nossas ruas: CONSIDERANDO: 1. Que o "ir e vir" de nossos passos, pelas calçadas ou passeios das ruas de nossa cidade, não obedece a espécie alguma de legislação; 2. Que em consequência, sendo as calçadas e passeios de nossas ruas de largura, de modo geral, muito diminuta, o deslocamento dos pedestres se torna bastante travado e estressante; 3. Que, à imitação do Código de Trânsito Brasileiro, dispondo no art. 29, que "a circulação (dos veículos) far-se-á pelo lado direito da via", um semelhante dispositivo legal ("mutatis mutandis"), disciplinador de nossos passos por esses corredores de nossa civilizada metrópole, constituiria algo bem recebido; 4. Que, longe de uma novidade, esta sugestão está consignada no livro "O PEQUENO PEDESTRE', escrito por VICENTE GUIMARÃES, edição de 1938, Belo Horizonte, pp. 9, " in verbis": "Se na rua (pelo contexto: calçadas e passeios) toda gente desobedecesse à mão, teríamos certamente esta horrível confusão": O TRÂNSITO DE PEDESTRES EM CALÇADAS E PASSEIOS DAS RUAS DESTA CIDADE SE FARÁ SEMPRE PELO LADO DIREITO, a menos que o bom senso disponha de outra maneira. Trocando em miúdos: andando num passeio ou calçada, nosso lado direito deve estar sempre rente ou à RUA ou ao IMÓVEL (terreno construído ou baldio), dependendo isto da direção de nosso destino. POIS NOS PASSEIOS E CALÇADAS TAMBÉM SE DEVE OBEDECER À MÃO, também existe MÃO E CONTRA MÃO!
segunda-feira, 5 de julho de 2010
TRISTÃO E O CELIBATO EM 1928
Lendo uma carta que Tristão de Athayde escreveu no dia 23/07/1928 a Jackson de Figueiredo, encontrei o pensamento dele, na época, a respeito do tema muito discutido atualmente: o celibato sacerdotal. Comunicando ao amigo a gravidez da esposa (que em 30/03/1929 daria à luz Lia, futura abadessa beneditina), TRISTÃO escreveu o seguinte: "Novos laços. Novas responsabilidades. Novas fragilidades. Como Ibsen tinha razão, que força a do homem SÓ! Você por seu lado preocupado com a sorte da sua Laura, com o futuro das suas crianças. E você que tem alma de heroi! Eu, cercado de fragilidades a defender, e aumentando as minhas obrigações, quando começo também a sentir as prosaicas dificuldades financeiras da vida. E o PADRE FEIJÓ queria suprimir o CELIBATO. Que criminoso! E como é sábio o Vaticano! Só o homem SOLITÁRIO PODE SER HEROICO E SANTO MESMO! O sorriso de uma CRIANÇA em casa é o grande trunfo dos nossos ADVERSÁRIOS. Eu, pelo menos, me sinto aniquilado, quando penso" ("Correspondência Harmonia dos Contrastes", tomo II). Será que o nosso filósofo cristão, depois do Vaticano II quando centenas de sacerdotes se secularizaram, teria modificado seu modo de pensar? Tendo falecido em 1983, tempo houve para se inteirar do problema. Talvez sua filha, a Madre Tereza, tenha sido confidente das ideias do pai sobre o assunto através das cartas que dele recebia. E por oportuno: quando teremos um novo volume das "CARTAS DO PAI"?
quinta-feira, 1 de julho de 2010
E L A N O
O Cristo Redentor, recauchutado, esplendoroso, de cara nova e vestes translúcidas, dominou ontem, 30/06/2010, a noite carioca. E que surpresa! Auriverdemente se apresentando, às vésperas de um grande jogo, irmanando-se solidário aos milhares de súbditos que se preparam para a decisão de amanhã! E aos seus divinos pés de pedras-sabão das Gerais transpostats, que vislumbro hoje, meus seguidores? O retrato de ELANO à esquerda, aquele mesmo que a televisão mostrou no jogo contra a Costa do Marfim. Irradiando felicidade, esbanjando alegria pelos dois chutes milagrosos que lhe abriram as portas da consagração. E à direita a fisionomia de ELANO saltando da primeira página da FOLHA DE SÃO PAULO de hoje e colhida ontem, creio, numa entrevista do jornal. A primeira foto era a manhã que nascia promissora. A segunda, a tristeza esverdeada, nau sem rumo, uma desilusão traiçoeira! ELANO, o BRASIL te é unanememente solidário tanto nos momentos da alegria que lhe proporcionastes como nos momentos de dores, de tristezas que sentistes e sentes, fruto não do acaso, da fatalidade, mas "do incógnito da Providência". Lembra-te: " o que sempre há é um perpétuo nascimento". O BRASIL te espera para te ver agarrar "o presente que te é fornecido como materiais avulsos que se deixassem aos teus pés para continuares a construção". Tens tudo de que necessitas - o passado é prova disto - para forjares o teu futuro!
A T E Í S M O
Retificando: foi uma brasileira, e não uma africana, a imigrante a que me referi no blogue de ontem , dia 30/o6/2010. A "Folha de São Paulo", de 02/05/2010, afirma que "desde 2006 ela (Maria da Graça) vive em Genebra, em apartamento que aluga sozinha, e trabalha como babá apesar de seu parco francês. A filha Tânia casou-se com um suiço ateu e trabalha no MacDonalds. Maria da Graça acha que é tudo obra divina. "Até a sogra da minha filha admite que a religião faz bem a ela e respeita", sorri. "Sabe, aqui na Europa É TODO MUNDO CRIADO PARA SER ATEU".
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